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17/07/2017 10:13 | Autor: Editor

Ministro viaja para solucionar impasse sobre carne brasileira nos Estados Unidos

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, viajou ontem para os Estados Unidos e tem almoço de trabalho agendado para esta segunda-feira com o secretário de Agricultura do governo norte-americano, Sonny Perdue, em Washington, quando será discutida a retomada de exportações de carne para os Estados Unidos.
O ministro viajou acompanhado do secretário de Relações Internacionais do Agronegócio, Odilson Silva.
A agenda da comitiva brasileira inclui reunião com o embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral, e o adido agrícola do Brasil nos Estados Unidos, Luiz Claudio de Caruso e Santana.
A visita ocorre após a suspensão, no fim de junho, de todas as importações de carne fresca do Brasil, devido a preocupações recorrentes sobre a segurança dos produtos destinados ao mercado dos Estados Unidos.
Foram 17 anos de negociações para que o Brasil conseguisse exportar carne fresca para os Estados Unidos, o que se concretizou em setembro do ano passado.
No total, 15 plantas frigoríficas exportavam carne in natura para os Estados Unidos e acumularam, de janeiro a maio, 49 milhões de dólares com esse comércio.
Para o ministério, os problemas comunicados pelo governo norte-americano são decorrentes da vacinação contra a febre aftosa, o que poderia causar inflamações. A aparência fica comprometida, segundo o ministério, mas o produto não oferece nenhum risco à saúde.
O Brasil exporta para os Estados Unidos a parte dianteira inteira do boi, local onde o gado recebe a vacina contra a febre aftosa e, mesmo que não esteja aparente, alguma inflamação pode ser detectada quando a peça é cortada.
Para solucionar a questão, o Ministério da Agricultura determinou que os frigoríficos brasileiros passassem a exportar para os Estados Unidos carnes in natura de cortes dianteiros apenas na forma de recortes, cubos, iscas ou tiras, o que permitiria a retirada dessas partes.
Seis entidades do agronegócio propuseram outra solução: pediram ao Governo Federal, na semana passada, uma mudança na composição da vacina contra febre aftosa aplicada em todo rebanho bovino.