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29/08/2017 14:28 | Autor: Editor

Temer estuda novo loteamento de cargos no Governo Federal

A ameaça é a segunda denúncia de Rodrigo Janot que deve ser apresentada nos próximos dias

O período de “águas calmas” acabou em apenas dois meses e com isso o sinal amarelo voltou a acender no Palácio do Planalto diante de um novo risco de afastamento do cargo e da insatisfação da base aliada.
A expectativa nos bastidores é de que o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, apresente nos próximos dias ao Supremo Tribunal Federal a segunda denúncia contra Temer referente ao caso JBS, e desta vez, especula-se, por obstrução de Justiça e organização criminosa.
Isso obrigará a Câmara a novamente levar ao plenário a decisão de afastar ou não o presidente do cargo para que ele possa ser julgado pelo STF.
O problema para o Palácio do Planalto é que Temer queimou muitos cartuchos para vencer a primeira votação, em 2 de agosto, liberando 2 bilhões e 100 milhões de reais em emendas parlamentares.
No último final de semana o presidente da Câmara, Rodrigo Maia , se reuniu com Temer e disse ao presidente que a situação não é boa para ele enfrentar a segunda denúncia de Janot no plenário.
O motivo seria o atraso no pagamento das emendas prometidas aos deputados que votaram pela rejeição da primeira denúncia .
Embora a verba tenha sido empenhada, há obras que nem sequer têm projeto executivo elaborado para que o dinheiro possa efetivamente ser liberado
O presidente já começou a tentar conter a rebelião dos deputados aliados e agora a moeda de troca, serão os cargos no governo.
O Planalto está acelerando a demissão de aliados de deputados que votaram contra Temer o que poderá resultar na desocupação cerca de 140 vagas que poderão ser redistribuídas a indicados pelos parlamentares que foram fiéis a Temer na primeira votação.