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18/01/2018 14:49 | Autor: Editor

Técnicos fazem vistoria para ver se Paraná pode parar de vacinar contra aftosa

Desde segunda-feira técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento visitam o Paraná para a tão esperada auditoria que vai definir se o Estado se tornará, ou não, área livre de febre aftosa sem vacinação.


São inspecionados todos os serviços ligados à sanidade animal


Além da sede em Curitiba, duas equipes visitam os escritórios regionais até esta sexta-feira para colher as informações e, principalmente, analisar documentos e inspecionar os serviços voltados à sanidade animal.
Na região Oeste, o núcleo selecionado para a vistoria é o de Toledo, onde dois auditores fiscais do Ministério da Agricultura passarão o dia hoje.
Devido à inspeção, a repartição tem apenas expediente interno, fechada para o público em geral.
O supervisor regional da Adapar em Toledo, Antônio Carlos Dezaneti, reforça que, como a vistoria requer a análise de muitos documentos, a equipe ficará exclusivamente à disposição dos auditores.
Não estão sendo analisadas apenas as questões sanitárias voltadas ao gado, mas de toda a cadeia de proteínas, como suínos, aves e bacia leiteira.
Assim será possível analisar todo o trabalho da defesa sanitária e de todos os programas de saúde animal que se realiza nas regionais do Paraná.
A escolha das regionais a serem visitadas foi feita pelo próprio Mapa.
Entre as que estão sendo visitadas nesta semana estão: Ponta Grossa, Londrina, Apucarana, Maringá, Paranavaí, Umuarama Toledo e Campo Mourão.
Além de avaliar, eles deverão apontar o que deve ser melhorado.
Em um ou dois meses deverá ser publicado relatório preliminar indicando o posicionamento do Ministério da Agricultura sobre as condições sanitárias para o Paraná se tornar área livre da aftosa sem a vacinação.
A gerência estadual da Adapar avalia que esse status levará ainda pelo menos dois anos para ser reconhecido pelas entidades internacionais.
Isso indica que, de forma impreterível, o Estado deverá manter a vacinação de seu rebanho, de quase 10 milhões de cabeças, até 2019.
O Paraná teve registros de aftosa em outubro de 2005 e desde então mantém monitoramento constante.