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16/02/2018 14:49 | Autor: Editor

Setor de carnes teme a volta do “pesadelo do milho”

Safrinha paranaense deverá ter uma pequena sobra para atender o mercado interno


O ambiente de incertezas que cerca a safra brasileira de milho ligou o sinal de alerta no setor de carnes.
A preocupação é de uma reprise da quebra climática de 2016, quando a produção despencou e os preços do cereal, que é o principal insumo na alimentação animal, dispararam.
Com um recuo drástico de área, a redução na primeira safra já é realidade.
De acordo com levantamentos iniciais da Expedição Safra, no Sul e Sudeste, que concentram o plantio, foram 2 milhões e 900 mil hectares cultivados com milho, representando queda de 10,5% , com colheita estimada em 19 milhões e 400 mil toneladas .
Em alguns estados, como o Paraná, além da diminuição de área ter sido mais acentuada , na ordem de 30%, a instabilidade climática pode levar a uma queda produtiva ainda maior.
Conforme pesquisadores da Embrapa, considerando o país como um todo, a redução da safra ainda não preocupa, pois existe um estoque de cerca de 18 milhões de toneladas.
Ocorre que a quebra é maior na primeira safra e isto vai dificultar muito o abastecimento em especial de Santa Catarina, estado que apresenta o maior déficit do produto e também o Rio grande do Sul.
O Paraná, único do Sul que faz safrinha, deverá ter uma pequena sobra para atender o mercado interno e as exportações.
Com esse quadro, as atenções se voltam para as safras de milho da Argentina e do Paraguai como possíveis supridores das necessidades dos estados deficitários do sul do país.
No Centro-Oeste, que concentra a produção na safrinha, o andamento do ciclo tem sido menos problemático do ponto de vista do clima e as expectativas vêm melhorando para os criadores.
Para a Embrapa, o ambiente instável da economia e da política no país ainda pode interferir muito no câmbio, na cotação do milho, no volume de exportações e, consequentemente, nos custos de produção para os criadores brasileiros.