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13/03/2018 08:59 | Autor: Editor

Candidaturas vão provocar grandes mudanças no governo estadual

O secretário-chefe da Casa Civil do governo Beto Richa, Valdir Rossoni (PSDB), anunciou que deixa o cargo até o próximo dia 7 para voltar à Câmara Federal e disputara reeleição para deputado.
Ontem, o ex-deputado federal e também ex-chefe da Casa Civil, Cesar Silvestri (PPS) deixou a presidência da Agência Reguladora do Paraná (Agepar) – órgão responsável por fiscalizar as concessões de pedágio.
Ele é pai do prefeito de Guarapuava, Cesar Silvestri Filho (PPS), pré-candidato ao governo do Estado.
Rossoni e Silvestri “puxam a fila” de uma série de integrantes dos primeiro e segundo escalão da administração Richa que devem deixar os cargos para disputar as eleições de outubro.
Pelo menos outros quatro secretários já anunciaram a intenção de se candidatarem e por lei, devem se desincompatibilizar até 7 de abril, seis meses antes da eleição: Michele Caputo Neto (PSDB); da Saúde; Artagão Júnior (PSB); da Justiça; e Douglas Fabrício (PPS), do Esporte; além de Marcos Traad (PSDB), que já anunciou que vai deixar o cargo de diretor-geral do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) que ocupa desde 2011 para sair candidato a deputado estadual.
Outros dois secretários admitem a possibilidade de se candidatarem, mas ainda sem uma decisão definitiva: José Richa Filho, irmão do governador e responsável pelo comando da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Logística é cotado para disputar uma vaga na Câmara Federal, além de Norberto Ortigara, à frente hoje da Pasta da Agricultura.
O próprio governador, apesar de manter suspense sobre sua decisão, já é dado como certo na disputa por uma das vagas do Paraná no Senado.
Assim como os secretários, Richa terá que decidir seu rumo político até o próximo dia 7.
A tendência é que ele deixe o cargo e concorra em uma chapa encabeçada pela vice-governadora Cida Borghetti, que assumiria o comando do Palácio Iguaçu e concorreria à reeleição com o apoio do grupo do marido e ministro da Saúde, Ricardo Barros.
Barros tem dito que a pré-candidatura de sua esposa será mantida mesmo que Richa decida não concorrer ao Senado, e prefira concluir o mandato até o final, em dezembro deste ano.
Essa hipótese é considerada remota por interlocutores do governador.