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14/03/2018 15:43 | Autor: Editor

Safra brasileira de grãos caminha para bater um novo recorde este ano

Se para os produtores de leite o momento é dificuldades em função dos custos para a alimentação dos plantéis, o rendimento para produtores de milho e soja será excelente nesta safra.


Se não em produção, pelo menos em faturamento

A safra brasileira de grãos caminha para bater um novo recorde este ano: não de volume, como em 2017, mas de faturamento.
A atual safra, ainda em andamento, deve ser a segunda maior da história, com pouco mais de 226 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 4,9% em relação ao ciclo anterior, porém com expectativa de que a receita com grãos cresça quase 5% em 2018.
Três fatores principais ajudam a explicar esse faturamento maior: a forte demanda da China por produtos agropecuários, um câmbio que favorece as exportações, e uma Argentina com problemas climáticos.
A Argentina enfrenta uma severa estiagem que vai reduzir a colheita de soja e milho neste ano e esse cenário vai levar a uma alta dos preços globais de commodities agrícolas.
Conforme os analistas do mercado, a queda na safra da Argentina é a principal variável a puxar para cima os preços de soja e milho.
Eles projetam para os principais grãos, soja, milho, trigo, algodão, feijão e arroz, um faturamento de 177 bilhões de reais para este ano, ante 169 bilhões em 2017.
O momento é de otimismo, porque o montante pode ser maior caso a China reduza as compras de soja norte-americana em retaliação à sobretaxa que o presidente Donald Trump impôs às importações de aço e alumínio.
Isso também pode levar o Brasil a ampliar os embarques da oleaginosa para o país asiático, já que os três grandes fornecedores mundiais são EUA, Brasil e Argentina.
Mesmo sem o fator "retaliação aos americanos", a expectativa é de que a receita com a oleaginosa avance mais que a dos outros grãos.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil estima que a receita deve ser maior, principalmente para os agricultores que optaram por comercializar o produto após a colheita, já que as cotações da oleaginosa estão subindo.
Segundo dados das consultorias , até o início de março, cerca de 40% da safra de soja havia sido comercializada antecipadamente, restando, assim, 60% para serem negociados sob as cotações atuais, que estão mais altas.