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12/04/2018 08:59 | Autor: Editor
Fonte: O BEM DITO / CGN

Delegado diz que o autor das mortes em Altônia é da própria cidade

Os corpos do empresário Valdir Brito Feitosa e da estudante e miss Bruno Zucco foram sepultados na última terça-feira (10)...


A guerra entre traficantes e contrabandistas é apontada como a possível motivação para o duplo homicídio ocorrido em Altônia, no início da madrugada do dia 22 de março. Os corpos do empresário Valdir Brito Feitosa e da estudante e miss Bruno Zucco foram sepultados na terça-feira (10). A polícia praticamente não tem dúvidas de que o mandante e o executor do crime são da própria cidade e trabalha para apontá-los brevemente.

Para o delegado chefe da 7ª Subdivisão Policial, Osnildo Carneiro Lemes, o assassinato de Valdir Brito Feitosa pode ser decorrente de outro homicídio registrado poucas horas antes. O jovem Tiago Petinati foi alvejado por 13 tiros de pistola em frente a uma auto técnica, na rua Duque de Caxias, na noite de quarta-feira, 21 de março.

Lemes disse que as investigações apontam que Tiago teria participação em um esquema de tráfico de drogas. Além disso, de acordo com o delegado, elementos do inquérito mostram que Valdir estaria envolvido na morte de Tiago. “Nesta briga entre traficantes e contrabandistas, quem estava ao lado do Tiago pode ter mandado matar o Valdir”, informou.

No dia 29 de março, o delegado Izaías Cordeiro de Lima, que comanda as investigações, interrogou um homem. O morador em Altônia é apontado como o principal suspeito de ser o mandante do duplo assassinato.

Além dele, a polícia acredita que mais uma pessoa teria participado do crime no papel de executor. Os nomes não foram divulgados para não haver interferência na investigação.

O suspeito de ser mandante foi ouvido, negou envolvimento com o crime e foi liberado por não haver provas concretas. Seu aparelho celular foi apreendido. Além disso, outros três celulares recolhidos pela polícia foram encaminhados para o setor de Criminalística da Polícia Civil de Curitiba – que buscará recuperar dados, tais como histórico de chamadas, mensagens e aplicativos que possam ter sido deletados.


Lemes informou que não há previsão para que a Criminalística emita um laudo. Porém, foi solicitada agilidade, como aconteceu com o resultado dos exames de DNA para identificação dos corpos carbonizados.

O delegado chefe da 7ª SDP acredita que tudo está se encaminhando para o apontamento dos assassinos, que pode acontecer nas próximas horas.

Enquanto isso, Altônia passa por momentos de calmaria. Nas últimas três semanas não foram registrados crimes desta natureza na cidade, que costuma conviver com o medo e a violência.