Rádio Difusora

(45) 9-9841-0044
16/04/2018 09:05 | Autor: Editor

Pesquisa aponta que, mesmo preso, Lula continua liderando a corrida presidencial

Foto: Cristiano Mariz/VEJA
Segundo pesquisa publicada neste domingo pelo Datafolha, órgão de pesquisas do grupo Folha de São Paulo, Lula continua em qualquer cenário a frente das pesquisas para Presidente da República, sustentando de 30 a 31 por cento das intenções de votos realizadas.
Integrantes da executiva nacional do PT reafirmam a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a divulgação, neste domingo, da pesquisa Datafolha sobre as eleições presidenciais.
O levantamento nacional mostrou que Lula aparece com até 31% das intenções de voto.
Os petistas criticaram a metodologia, mas consideram positivo o resultado de Lula, que lidera nos três cenários em que aparece.
O instituto pesquisou ao todo nove listas de candidatos.
O Datafolha também mostra que a candidatura de Lula segue dividindo o eleitorado: para 50%, o ex-presidente deveria ser barrado da corrida presidencial, enquanto outros 48% acham que não deveria haver impedimento.
Segundo a pesquisa, 62% dos brasileiros acreditam que o ex-presidente não estará nas urnas na eleição de outubro.
Em menor quantidade, se dividem os que consideram que “com certeza” ele participará das eleições (18%) e os que pensam que “talvez” (16%).
Para o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), a queda na crença do eleitorado de que o ex-presidente disputará a eleição é resultado de "uma guerra", como ele nomeia a prisão de Lula, no último dia 7 de abril.
Líderes do PT questionam a metodologia da pesquisa divulgada e reclamam de Lula ter aparecido na minoria dos cenários pesquisados.
O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, diz que o ex-presidente aparece em três cenários porque em outros três aparece o ex-prefeito Fernando Haddad e em dois, o ex-governador Jaques Wagner, ambos cotados para a eleição caso Lula seja barrado.
Foi pesquisado ainda um cenário sem candidatura do PT.
Sobre a afirmação de que Lula perde votos, Paulino diz que a constatação é reforçada pelo resultado da pesquisa espontânea - quando os nomes dos pré-candidatos não são mostrados ao entrevistado, que mostra que Lula perdeu quatro pontos em relação ao levantamento de janeiro.
O diretor-geral diz também que cada pesquisador utiliza um tablet para aplicar as questões e que a ordem dos cenários é sorteada na hora.