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23/04/2018 14:24 | Autor: Editor

Sem previsão para chuvas, triticultores da região ficam apreensivos

Além da safrinha de milho começar a sentir os efeitos da falta de umidade no solo, a previsão nada positiva para a ocorrência de chuvas nesta semana está deixando muitos triticultores apreensivos.


A falta de umidade não auxilia no plantio das lavouras

Apesar de o zoneamento ter iniciado na sexta-feira passada, nenhum produtor iniciou o plantio, nem sabe quando o fará: o motivo é a falta de chuva.
Um dos aspectos que preocupam, segundo o técnico do Departamento de Economia Rural da Seab de Cascavel, José Pértille, é que não há previsão de volumes expressivos de precipitação para os próximos dias.
O período de cultivo, que varia de município para município, se estende por pelo menos 60 dias, o que significa que os produtores teriam tempo hábil para iniciar o cultivo.
Ocorre que quanto mais tarde for a semeadura, mais tarde será a colheita e os riscos para as lavouras se potencializam.
Entre eles, lembra Pértille, o frio extremo em períodos de frutificação de grãos.
O profissional esclarece que o frio não castiga tanto o trigo na fase de desenvolvimento vegetativo, mas depois e antes disso sim.
Outro aspecto que preocupa é o atraso para o cultivo de verão: se plantar daqui um ou dois meses o trigo vai estar no campo em setembro, outubro, o que atrasa o plantio da soja.
Além disso, é mais preocupante para o triticultor ter trigo para ser colhido em outubro, quando chove muito e o grão apodrece com facilidade ainda no campo.
Em toda a região oeste serão cultivados em torno de 163 mil hectares com o cereal, espaço 44% maior que no ciclo passado quando o trigo não ocupou nem 116 mil hectares.
O motivo desse crescimento está na redução de áreas com milho safrinha, já que muitos não conseguiram acompanhar o zoneamento após o atraso do ciclo da soja 2017/2018