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03/05/2018 14:40 | Autor: Editor

Lavouras do milho da safrinha sofre com a falta de chuvas na região

O agricultor que investiu no milho da safrinha na região Oeste do Paraná está olhando para o céu todos os dias e rezando para que as nuvens se formem e as chuvas voltem a cair sobre o solo.


A falta de umidade também compromete o plantio do trigo


O motivo é o longo período sem chuvas significativas que os produtores rurais estão enfrentando e que pode trazer sérios prejuízos para a segundo safra do milho, mais conhecida como safrinha.
De acordo com o chefe do Núcleo Regional da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, em Toledo, Rudi Kuns, algumas regiões já somam mais de 30 dias sem precipitações pluviométricas.
Ele destacou que houve o registro de chuvas isoladas de 10 a 30 milímetros em algumas lavouras, o que representa uma quantidade muito abaixo do que o milho necessita nessa fase de formação de grãos na espiga.
Na área de abrangência da Regional da Seab de Toledo, a área cultivada de milho safrinha soma 434 mil e 465 hectares, com uma produção estimada em 2 milhões e 500 mil toneladas.
Se de um lado existe o risco de redução da produtividade em função da longa estiagem, do outro, a cotação hoje de 30 reais para o milho da segunda safra pode compensar a menor produção.
Mesmo admitindo ser cedo para dimensionar as perdas, Rudi Kuns revela que o produtor que plantou o milho no começo de fevereiro não deve ter grandes prejuízos, no entanto, quem plantou entre o final de fevereiro e começo de março pode ter maiores problemas na formação dos grãos.
Além de aguardar a chuva e torcer para que ela venha o mais cedo possível, a orientação da Seab para os agricultores é direcionar a atenção para a proliferação de doenças, se necessário com controle com fungicidas, para evitar perda maior.
Outro que depende das chuvas para que os produtores rurais comecem os trabalhos é o trigo, que deverá ser plantado assim que a água cair do céu.
Na Regional de Toledo, conforme Rudi Kuns, devem ser cultivados 24 mil hectares, com expectativa de serem colhidas 72 mil e 200 toneladas de grãos.