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21/05/2018 10:33 | Autor: Editor

Richa diz que denúncias são armação diabólica de adversários políticos

Foto:Reprodução
Assim como todos os denunciados por praticas irregulares na gestão do dinheiro público, como o ex-presidente Lula, o deputado Eduardo Cunha e tantos outros condenados e investigados no âmbito da Operação Lava Jato, o ex-governador do Paraná, Beto Richa, também fala em “armação diabólica” de seus adversários políticos.
Após uma sequência de denúncias envolvendo seu nome e de pessoas próximas que ocuparam cargos de confiança na sua gestão, o ex-governador assumiu uma postura mais agressiva e passou a contra-atacar seus adversários.
Licenciado do cargo desde o começo de abril, para concorrer a uma vaga no Senado, o tucano afirma que não se arrepende de ter deixado o Palácio Iguaçu, e que vive um momento de baixa na política, mas que isso faz parte do jogo.
Nos últimos dias, surgiram fatos novos ou confirmações à Justiça de delações referentes a um suposto direcionamento de licitação da rodovia PR-323, favorecimento à empreiteira Odebrecht em troca de recursos, referente à Operação Lava Jato, e desvios de recursos de escolas, dentro das investigações da Operação Quadro Negro.
Em todas as situações, o objetivo teria sido o de angariar recursos via caixa 2 para as campanhas de Richa.
No ultimo dia 12 o juiz federal Sergio Moro determinou à Polícia Federal abertura de inquérito contra Richa para apurar se houve favorecimento à Odebrecht na licitação.
Essa denúncia já havia aparecido em abril de 2017, quando o executivo da empresa Benedicto Junior fez uma delação à Operação Lava Jato e relatou repasse de 2 milhões e meio de reais para a campanha de Richa.
Como todos os outros políticos que foram alvos de denuncias semelhantes, o ex-governador do Paraná reafirma que nunca fez captação de recursos para suas campanhas, e o comitê do partido responsável por isso assegurou que toda a verba foi registrada.
Neste mês também foram divulgados vídeos com o depoimento de Eduardo Lopes de Souza, dono da Valor Construtora, para 9.ª Vara Criminal de Curitiba, a respeito dos desvios de verbas apurados na Operação Quadro Negro.
O empreiteiro afirmou que, em 2015, recebeu o pedido para pagar uma “mesada” de 100 mil reais para abastecer o caixa 2 da campanha de Richa para o Senado em 2018, beneficiando também o irmão dele, Pepe, e o filho, Marcello, com a intenção de concorrer aos cargos de deputado federal e estadual, respectivamente.
A solicitação, segundo Lopes, foi feita pelo ex-diretor da Secretaria de Estado da Educação Maurício Fanini.