Rádio Difusora

(45) 9-9841-0044
01/06/2018 09:35 | Autor: Editor

Cresce tensão entre bancadas de Cida Borghetti e Ratinho Jr. na Assembleia Legislativa

Com a aproximação do período eleitoral, é crescente a tensão entre os grupos do deputado estadual e pré-candidato ao governo, Ratinho Júnior e da governadora e pré-candidata à reeleição, Cida Borghetti, na Assembleia Legislativa.
O último lance do confronto aconteceu na última terça-feira, quando os parlamentares do bloco PSD/PSC, que apoia a pré-candidatura de Ratinho Jr esvaziaram o plenário para impedir a votação de um requerimento do governo pedindo regime de urgência para a apreciação de um projeto que altera as regras de repasse de recursos financeiros do Estado para os municípios.
Com 17 deputados, o bloco é o maior da Assembleia e conseguiu derrubar a sessão por falta de quórum, já que apenas 19 parlamentares permaneceram no plenário.
A justificativa dos aliados do pré-candidato foi de que a medida seria ilegal e teria um viés eleitoreiro.
O líder do PSD, deputado Márcio Nunes, questionou o fato da proposta supostamente eliminar a necessidade de medição das obras antes do repasse.
O projeto do governo quer liberar recursos de financiamento de até 20% para obras e até 100% para aquisição de bens sem licitação prévia e sem comprovação da medição mínima, o que no entender da bancada de Ratinho é ilegal e imoral.
Outro ponto questionado pelo líder da bancada do Ratinho Júnior, é suposto o poder discricionário da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano, comandada pelo pré-candidato entre 2013 e 2017.
É o secretário quem vai arbitrar o repasse na faixa de até 20%, ou seja, terá o cunhado da governadora orientando, sem critério técnico, sem medição prévia, para onde e qual o percentual dos recursos que serão liberados.
Com a derrubada da sessão, a proposta deve voltar à pauta na próxima segunda-feira, mas o líder do PSD afirmou que a bancada vai continuar resistindo para barrar a aprovação do projeto de lei.
Na semana passada, o grupo de Ratinho Jr já havia tensionado a relação com o governo, ao defender o reajuste dos salários dos servidores públicos, congelado desde 2016.
Na ocasião, o próprio pré-candidato chegou a afirmar que os servidores já haviam feito um “sacrifício” pelo Estado nos últimos anos, e que era o momento do congelamento ser revisto.
Na mesma sessão, o líder do PSD disse que o governo estaria criando cargos e aumentando as despesas com objetivos eleitorais, e que isso mostrava que o Estado teria dinheiro para pagar o reajuste.
O líder do governo Cida Borghetti na Assembleia, deputado Pedro Lupion, reagiu lembrando que o mesmo PSD havia votado favoravelmente ao congelamento dos salários do funcionalismo, e cobrou coerência dos deputados do partido, apontando que a mudança de opinião seria motivada por interesse eleitoral.