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07/06/2018 15:48 | Autor: Editor

Centrais sindicais se mobilizam contra as reformas de Michel Temer

Mobilização nacional está marcada para 10 de agosto

Um documento elaborado por sete centrais sindicais exige ações imediatas de combate ao desemprego e a revogação de reformas feitas pelo governo do presidente Michel Temer, incluindo alguns itens da reforma trabalhista e da emenda que estabelece o teto de gastos públicos.
As entidades agendaram para o dia 10 de agosto uma mobilização nacional , o “Dia Nacional de Luta”–, com possibilidade de greves pelo país.
O manifesto “Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora” foi apresentado ontem em reunião com as entidades, em São Paulo.
CUT, Força Sindical, Intersindical, UGT, CTB, CSB e NCST assinam o material, que conta com 22 propostas e deve ser entregue no próximo dia 13 ao Congresso Nacional e aos futuros candidatos à Presidência da República.
As centrais sindicais pedem ainda a inclusão da candidatura do ex-presidente Lula, que está preso desde o dia 7 de abril em Curitiba, na corrida pelo Palácio do Planalto.
A ideia é que o Dia Nacional de Luta seja marcado por manifestações pelo país, que podem incluir a paralisação de empresas e de categorias, ainda não definidas.
Além dos pedidos de revogação das reformas e de adoção de medidas emergenciais pela recuperação do emprego, o documento retoma a briga dos sindicatos por jornada de trabalho de 40 horas semanais, mais a possibilidade de fixação de contribuição sindical voluntária definida em assembleia, a regulação do direito de negociação coletiva para os servidores públicos em todas as esferas do governo, reforma tributária progressiva, com revisão dos impostos de consumo e aumento sobre os tributos relativos ao patrimônio, herança, lucros e dividendos, e a retomada de obras de infraestrutura.
O encontro do dia 10 de agosto também terá como destaque a luta pelo que os sindicatos chamam de eleições limpas, com a inclusão da candidatura de Lula, preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba para cumprimento da pena recebida no processo do tríplex.
A escolha do dia 10 de agosto foi para dar às centrais sindicais tempo suficiente para mobilizar as lideranças locais espalhadas pelo país.
A CUT deve promover plenárias interestaduais para apresentar o documento e debater as 22 propostas com entidades filiadas.