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18/06/2018 16:01 | Autor: Editor

STF julga amanhã a senadora Gleisi Hoffmann e seu marido Paulo Bernardo

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal começa a julgar nesta terça-feira a ação penal da Lava Jato contra a senadora paranaense e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo.


O casal teria recebido recursos desviados da Petrobras


No processo, ambos são réus pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Trata-se da segunda ação penal da Lava Jato que chega a julgamento final no Supremo, após mais de quatro anos desde o início da operação.
A primeira foi a do deputado federal também, Nelson Meurer, também do Paraná, que foi condenado no mês passado a 13 anos e noves meses de prisão em regime fechado, também por corrupção e lavagem de dinheiro.
Em novembro do ano passado, ao apresentar as alegações finais no caso, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu a condenação da senadora e de Paulo Bernardo.
No processo, os dois são acusados de receber R$ 1 milhão para a campanha da senadora, em 2010.
O empresário Ernesto Klueger, que teria transportado dinheiro vivo, também é réu.
Na manifestação, última fase do processo antes da sentença, Dodge pede que Gleisi e Paulo Bernardo também sejam condenados ao pagamento de R$ 4 milhões de indenização aos cofres públicos, valor quatro vezes maior do que o montante que teria sido desviado da Petrobras.
De acordo com depoimentos de delatores na Operação Lava Jato, o valor da suposta propina paga a Gleisi e Paulo Bernardo é oriundo de recursos desviados de contratos da Petrobras.
O casal foi citado nas delações do doleiro Alberto Youssef.
Em nota, a senadora disse ter recebido “com serenidade a notícia de que a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal deve julgar, na terça-feira, a ação penal em que fui injustamente denunciada, sem qualquer prova ou indício de crime”.
Em documento encaminhado ao Supremo durante a fase de defesa, os advogados do casal afirmaram que as acusações são “meras conjecturas feitas às pressas” em função de acordos de delação premiada.