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09/07/2018 14:36 | Autor: Editor

Guerra judicial travada em torno de Lula sacudiu o cenário político brasileiro

A guerra judicial travada ontem em torno do destino do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve perto de ganhar a liberdade, sacudiu o cenário político brasileiro.


Lula vai permanecer na cadeia e PT faz reunião para discutir estratégias

A três meses das eleições, ainda que Lula seja considerado inelegível e siga preso, o embate jurídico que surpreendeu o Brasil desencadeou reações antagônicas, reacendendo as esperanças da militância petista e, ao mesmo tempo, reforçando o discurso anti-Lula, que tende a beneficiar nomes como o do deputado federal Jair Bolsonaro , ligado à extrema-direita.
Entre apoiadores do líder petista, o vaivém da Justiça serviu para fortalecer o argumento de que o ex-chefe de Estado é vítima de perseguição e alvo de medidas arbitrárias.
Adotada desde sua condenação, em julho de 2017, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, a estratégia é a principal aposta do partido para garantir apoio em outubro.
Ontem, ao acusar o juiz Sergio Moro e a Polícia Federal de "conluio" na tentativa de manter Lula preso, a presidente nacional da sigla, Gleisi Hoffmann, conclamou os militantes a irem às ruas para demonstrar sua indignação, para reforçar a mobilização e dar visibilidade ao ex-presidente.
Na prática, aliados avaliam que a participação do ex-metalúrgico na campanha, mesmo que sua candidatura ao Palácio do Planalto não se confirme. desequilibra o jogo.
A definição sobre isso, contudo, independe de Lula estar encarcerado ou livre.
O caso Lula ganhou maior repercussão a partir do momento em que o presidente do TRF-4, desembargador federal Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, determinou na noite de ontem que o ex-presidente continuasse preso e que o processo fosse devolvido ao relator dos casos da Lava Jato na Corte, desembargador federal João Pedro Gebran Neto.
Neste momento o diretório nacional do PT está reunido em São Paulo para definir os rumos a serem seguidos agora, após a confirmação de que Lula vai continuar preso.