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05/09/2018 10:18 | Autor: Editor

Falta de pessoal na agropecuária no Paraná coloca em risco a produção

A falta de contratação de pessoal em duas das principais instituições que atuam na agropecuária no Paraná coloca em risco a produção no Estado.
Tanto o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) – que são administrados pelo Governo do Estado – sofrem com equipes defasadas, situação que causa um efeito dominó que atinge agricultores, consumidores e a economia paranaense.
Os problemas que atingem Emater e Iapar são semelhantes: o gargalo no acompanhamento aos agricultores e no desenvolvimento de pesquisas está na falta de profissionais para composição de equipes técnicas e na área administrativa.
O diretor-presidente do Emater, Richard Golba, alerta que o principal problema na instituição está na falta de equipes administrativas.
Ele explica que para tocar uma estrutura, tem que ter pessoal de suporte; e a Emater está ficando sem esse time de suporte, a área administrativa está totalmente defasada.
O diretor destaca que menos da metade dos agricultores paranaenses contam com apoio do Emater.
Levantamento da Associação dos Funcionários do Instituto Emater indica que aproximadamente 130 mil entre os 305 mil agricultores do Paraná recebem assistência do instituto.
Para o presidente da entidade, Jose Carlos Schipitoski, o número de atendimentos poderia ser muito maior caso o Emater contasse com mais equipes para realizar o atendimento.
No Iapar, o número de funcionários está em menos da metade do previsto e o quadro de profissionais tende a diminuir cada vez mais por conta das aposentadorias e licenças.
Em alguns casos, os profissionais seguem atuando como voluntários para garantir a continuidade dos trabalhos de pesquisa.