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13/09/2018 10:33 | Autor: Editor

Cida Borgheti não quer que Beto Richa continue fazendo parte de seu grupo

Foto:Reprodução/AEN
A governadora e candidata à reeleição, Cida Borghetti, afirmou ontem que o ex-governador Beto Richa, preso na terça-feira passada na Operação “Rádio Patrulha”, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, não deve continuar como candidato ao Senado de sua chapa.
Cida garantiu que como vice de Richa até abril deste ano, nunca teve conhecimento das acusações que pesam contra o ex-governador, investigado sobre um esquema de desvio de recursos e lavagem de dinheiro em obras de estradas rurais no Programa Patrulha do Campo.
Ela voltou a afirmar que Richa deve “responder por seus atos” e destacou novamente ter criado a divisão de combate à corrupção.
Richa foi preso em uma operação que investiga fraude em licitação para obras em estradas rurais.
Além dele, foram presos também a esposa do ex-governador e ex-secretária da Família, Fernanda Richa, o irmão do tucano e ex-secretário da Infraestrutura, José Pepe Richa, o ex-chefe de gabinete, Deonilson Roldo, entre outros integrantes do governo de Richa, e empresários envolvidos no esquema.
O juiz Fernando Fischer, da 13ª Vara Criminal de Curitiba, determinou a prisão preventiva do ex-governador por entender que ele foi o principal beneficiado pelo esquema de propina montado para fraudar o programa Patrulha do Campo.
De acordo com os apontamentos do Ministério Público Estadual, com base em depoimentos da delação do ex-deputado Tony Garcia, já homologa pela Justiça, Richa teria desviado mais de 70 milhões de reais em valores não atualizados.
Para o juiz, o esquema só funcionava graças ao aval de Richa aos subordinados como chefe do Executivo.
Já a ex-primeira-dama Fernanda Richa foi apontada como auxiliar do marido na lavagem do dinheiro desviado, por meio da compra de imóveis no nome de empresas da família.
As compras foram realizadas pela empresa Ocaporã Administradora de Bens Ltda., cuja responsável é Fernanda Richa.
De acordo com a delação de Tony Garcia, Beto Richa teria aceitado a oferta e o orientado a procurar Ezequias Moreira, Deonilson Roldo e Pepe Richa para implementar o esquema com o envolvimento de outros empresários.