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01/11/2018 14:14 | Autor: Editor

Cida Borguetti concorda antecipar processo de transição para o novo governo

A governadora Cida Borghetti (PP) admitiu ontem após encontro em Brasília com o governador eleito, Ratinho Júnior (PSD) e a bancada federal do Paraná em Brasília, antecipar o início do processo de transição para o novo governo.


Autoridades agendaram primeira reunião para a próxima terça-feira.


Até agora, Cida vinha resistindo ao pedido de antecipação feito por Ratinho Jr, insistindo em manter o cronograma inicial, que previa o início do processo de transição para 3 de dezembro.
Ontem, porém, após encontro com o governador eleito e a bancada federal do Paraná, para definir as emendas do Estado ao Orçamento da União para 2019, Cida sinalizou rever sua posição.
Em nota divulgada ontem por sua assessoria, a governadora admitiu que "ao que tudo indica o início do processo de transição do Governo do Paraná, marcado para o dia 3 de dezembro, será adiantado" e que o assunto foi tratado por ela com o governador eleito em Brasília.
Segundo a nota, "a governadora sinalizou positivamente para a antecipação", e um novo encontro ficou agendado para a próxima terça-feira, no Palácio Iguaçu, "quando os dois devem avançar nas conversas e, em consenso, definir o funcionamento e a nova data para o início da transição".
Em relação à reunião com a bancada, Ratinho Jr pediu que os parlamentares apresentem emenda ao Orçamento Federal destinando 40 milhões de reais em recursos das emendas para o programa "Olho Vivo" de monitoramento na área de segurança.
O encontro reuniu 18 deputados federais; e além dos recursos para a segurança, Ratinho Junior pediu que os deputados orientem as emendas prioritariamente para as áreas de saúde, agricultura e educação.
O encontro foi organizado pelo coordenador da bancada, deputado federal Toninho Wandscheer (PROS).
Os deputados federais relataram que já há entendimentos no grupo para a apresentação de emendas que somam 36 milhões de reais para educação, 20 milhões para segurança, 43 milhões para a saúde, 22 milhões para a área social e mais 50 milhões para agricultura.
Pela lei, as bancadas podem indicar 170 milhões de reais em até seis emendas de execução obrigatória, as chamadas emendas impositivas.
Entre essas, por lei, pelo menos uma deve ser destinada à educação, uma à saúde e uma à segurança pública.
Além disso, cada um dos 30 parlamentares paranaenses poderá apresentar até 15 milhões e 400 mil reais em emendas individuais: metade dessas irá para a saúde, seguindo divisão estabelecida na Constituição.