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16/11/2018 14:19 | Autor: Editor

Sem privatizar Eletrobrás, União terá de cortar 12 bilhões de reais

Atual governo diz que Bolsonaro deve aproveitar a proposta da reforma da Previdência que tramita na Câmara para economizar tempo.


O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou que sem a privatização da Eletrobrás, o novo governo precisará cortar 12 bilhões de reais do Orçamento de 2019, dado que tais recursos são considerados na proposta de receitas e despesas feita pela administração Michel Temer para o próximo ano: "A privatização da Eletrobrás é uma questão de diálogo entre o atual governo e a administração eleita. Trata-se de uma decisão política".
Mansueto manifestou muita confiança na expansão do setor de energia no País nos próximos anos, com a possibilidade do avanço de investimentos, e destacou que o tema que trata das negociações sobre a cessão onerosa envolvendo a Petrobrás e o governo federal devem ser concluídas em 2019.
O secretário afirmou que se o novo governo aproveitar a proposta da reforma da Previdência da administração Temer, que tramita na Câmara, "poderá economizar cinco meses" para ter a aprovação dessa mudança estrutural pelo Congresso.
Ponderou que a apresentação de um novo texto para a Previdência empurraria a aprovação para o segundo semestre: se utilizar a proposta que está na Câmara, a reforma pode ser aprovada no primeiro semestre e isso ocorre porque, com a aprovação da proposta na Câmara, ela vai para o Senado e poder ser modificada amplamente a partir daquele ponto.
Por outro lado, se o novo governo fizer uma proposta desde o início, a reforma só será aprovada pelo Congresso no segundo semestre de 2019.
O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou que é "muito importante" para o novo governo aprovar a reforma da Previdência no próximo ano.
Para ele, o País sofrerá sem as mudanças nas regras previdenciárias, dado que é um dos principais problemas estruturais das contas públicas federais.