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14/12/2018 09:25 | Autor: Editor

Novos casos de ferrugem asiática confirmam o Paraná com maior incidência

A antecipação da semeadura, o clima favorável ao desenvolvimento do fungo e a presença de soja voluntária na entressafra são os principais motivos para o aumento expressivo dos casos de ferrugem asiática nas lavouras de soja do País na safra 2018/2019.
Até a semana passada o Consórcio Antiferrugem havia registrado 69 ocorrências nesta temporada, 331% a mais que no mesmo período da safra passada.
O Paraná lidera os registros da doença nesta temporada com 37 ocorrências, 311% a mais que no ciclo anterior.
Os estados que também registraram a presença da ferrugem asiática até o momento são: Rio Grande do Sul 13 casos;, Santa Catarina 7 casos; São Paulo 6 casos; Minas Gerais 3 casos e Mato Grosso do Sul 3 casos.
A ferrugem asiática é considerada a principal doença do cultivo da soja do Brasil e segundo a Embrapa, as perdas causadas variam de 10% a 90% da produção.
O clima úmido e com temperaturas amenas favorece o desenvolvimento do fungo que se propaga facilmente pelo vento.
O manejo preventivo é indicado para retardar o aparecimento do fungo e reduzir os sintomas da doença na plantação.
Existem produtos indicados para cada fase da lavoura e do desenvolvimento da doença: as aplicações preventivas melhoram o controle fitossanitário e podem aumentar a produtividade da lavoura.
Quando aparecem os primeiros esporos na área é preciso impedir o desenvolvimento do fungo. Sintomas
Os sintomas iniciais da doença são pequenas lesões foliares, de coloração castanha a marrom escura, e na face inferior da folha observam-se lesões que se rompem e liberam os esporos.
Plantas severamente infectadas apresentam desfolha precoce, o que compromete a formação, o enchimento de vagens e o peso final do grão.
O manejo correto da ferrugem asiática evita perdas de produtividade e permite melhor rentabilidade, contribuindo para o legado do negócio.