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27/12/2018 14:34 | Autor: Editor

Munícipe de Foz vai à justiça para anular eleição da mesa da Câmara

Ele acusa imoralidades por condenações dos vereadores


Um morador entrou com uma ação popular na Justiça na tentativa de suspender a eleição para a mesa diretora da Câmara de Foz do Iguaçu, questionando judicialmente o fato de vereadores réus e condenados assumirem cargos diretivos no Legislativo.
Conforme a ação, houve quebra do princípio da moralidade administrativa na definição dos nomes, eleitos em 18 de dezembro deste ano.
De acordo com o denunciante " é indiscutível que ao menos soa amoral eleger membros do Poder Legislativo em cargos representativos do próprio poder quando estas mesmas pessoas são acusadas pelo Ministério Público do Estado do Paraná de cometer delitos contra a administração pública e contra a fé pública".
O presidente eleito da Câmara Municipal de Foz, Beni Rodrigues, foi condenado pela Justiça Federal, em dezembro de 2017, por corrupção passiva.
Conforme o Ministério Público Federal, ele estava envolvido em um esquema de indicação para cargos na prefeitura e empresas terceirizadas em troca de apoio político ao ex-prefeito.
Em uma ação do Ministério Público do Paraná ele foi condenado ao pagamento de uma multa de 36 mil reais por improbidade administrativa por ter usado um assessor parlamentar como cabo eleitoral em horário de expediente.
Beni Rodrigues também é réu em uma ação penal que investiga o pagamento de "mensalinho" a vereadores e em dezembro de 2016, ele e outros 11 ex-vereadores chegaram a ser presos durante a Operação Nipoti, um desdobramento da Operação Pecúlio.
A ação popular também questiona a vice-presidente eleita Nanci Rafagnin, que é ré em uma ação por improbidade administrativa e em outro por uso de documento falso em um caso envolvendo uma viagem para assistir shows do Rock in Rio.
Outra questionada na ação é a 1ª secretária eleita Rosane Bonho, que foi denunciada pelo MP-PR por nepotismo e falsidade ideológica por supostamente ter nomeado o padastro do marido como assessor parlamentar.
A assessoria da Câmara de Foz do Iguaçu afirmou que a presidência não foi notificada da ação, que vai aguardar ser informada oficialmente, mas que está à disposição da Justiça.