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25/01/2019 10:01 | Autor: Editor

Frustração de safra: SEAB refaz projeção da produção paranaense de grãos

Foto:Divulgação/AENPr
O clima seco e altas temperaturas registrados, principalmente, nos meses de novembro e dezembro do ano passado frustraram a expectativa com a safra paranaense de grãos de verão 2018/2019.
O Departamento de Economia Rural, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, estimava uma produção de 22,5 milhões de toneladas.
A projeção foi revista para 20,4 milhões de toneladas de grãos.
A estimativa de produção de grãos de verão 2018 foi apresentada pelo secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, nesta quinta-feira.
Ele ressaltou que a queda se dá após sete anos de boas safras: a lavoura mais afetada foi a de soja, seguida do feijão e milho da primeira safra.
A produção de soja deve registrar uma redução de 14%.
De acordo com o Deral. a estimativa inicial, de uma safra de 19,5 milhões de toneladas, foi reduzida para 16,8 milhões de toneladas.
Se a nova projeção for confirmada, a receita dos produtores cairá R$ 3 bilhões, considerando os preços de mercado.
Ortigara lamentou o resultado provocado pelo clima adverso, que frustrou as expectativas dos agricultores de continuar com boa produtividade em suas lavouras, mas não descarta que perdas possam ser compensadas em áreas onde houve plantio tardio de soja.
Mesmo assim, o Paraná ainda colhe uma grande safra de verão, acima de 20 milhões de toneladas, que não é fácil diante de um clima tão hostil.
Para o diretor do Deral, economista Salatiel Turra, as perdas de grãos da safra de verão concentram-se em regiões que anteciparam o plantio e foram impactadas pelo clima seco durante o desenvolvimento vegetativo das plantas nos meses de novembro e dezembro.
Com isso, plantios mais tardios mas realizados dentro do zoneamento agrícola podem apresentar resultados melhores e compensar as perdas já registradas.
As regiões mais afetadas com as perdas de soja até agora foram as de Toledo, com redução de 39% em relação à estimativa oficial; seguida de Umuarama (25%), Campo Mourão ( 23%), Francisco Beltrão (22%), Paranavaí (19%) .
Segundo o economista do Deral, Marcelo Garrido, desde a safra 2011/12, o Paraná não registrava grande frustração de safra com a soja.
A safra de milho foi menos afetada pelo clima em função da resistência das lavouras com o clima seco.
A projeção para esse período do ano apontava para uma colheita de 3,3 milhões de toneladas, contra uma estimativa atual de 3,1 milhões de toneladas.