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04/03/2019 12:19 | Autor: Editor

Brasil registra o segundo maior superávit comercial dos meses de fevereiro

O Brasil registrou superávit comercial de 3 bilhões e 673 milhões de dólares em fevereiro, divulgou o Ministério da Economia nesta sexta-feira, segundo melhor da série histórica para o mês.


O saldo foi de 3 bilhões e 673 milhões de dólares

Em pesquisa da Reuters, a expectativa era de saldo positivo de 3 bilhões de dólares para o mês.
As importações alcançaram 12,620 bilhões de dólares, o que representa uma queda de 21,2 por cento nas importações sobre igual etapa do ano passado, pela média diária.
Já as exportações somaram 16,293 bilhões de dólares no período, enquanto, em uma retração de 15,8 por cento sobre o mesmo período de 2018.
Contudo, o saldo ainda foi o segundo melhor da série histórica iniciada em 1989 para meses de fevereiro, perdendo apenas para 2017, quando o resultado ficou no azul em 4,555 bilhões de dólares.
No primeiro bimestre de 2019, o saldo das trocas comerciais brasileiras é positivo em 5,865 bilhões de dólares, um avanço de 0,7 por cento sobre igual intervalo do ano passado.
A balança comercial brasileira deve ficar positiva em 51 bilhões de dólares neste ano, abaixo do patamar de 58,3 bilhões de dólares em 2018, segundo pesquisa Focus mais recente, feita pelo Banco Central junto a uma centena de economistas.
O Ministério da Economia ainda não divulgou sua expectativa para o desempenho anual.
A provável piora na performance das trocas comerciais vem por conta da expectativa de uma aceleração maior no ritmo de importações que das exportações, embaladas por um melhor desempenho da economia.
No ano passado, a atividade econômica mostrou expansão de apenas 1,1 por cento, conforme número divulgado pelo IBGE na véspera, com o desempenho no final do ano mostrando desaceleração, em um resultado que mostra a dificuldade de recuperação da economia.
Para este ano, a previsão dos economistas é de alta de 2,48 por cento do PIB, conforme boletim Focus mais recente.
Em fevereiro, as importações registraram queda em todas suas categorias.
A principal retração em relação ao mesmo mês do ano passado foi dos bens de capital, com redução de 61,9 por cento nas compras.
Em seguida vem combustíveis e lubrificantes (-34,3 por cento), bens de consumo (-11,4 por cento) e bens intermediários (-2,9 por cento).
Já no caso das exportações, houve queda nos manufaturados de 32,3 por cento, a 5,956 bilhões de dólares.