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13/03/2019 09:18 | Autor: Editor

Polícia Federal volta a fechar o cerco contra o contrabando na fronteira

A Polícia Federal está fechando o cerco contra os contrabandistas na região, segundo informou o delegado-chefe da PF de Cascavel, Marco Smith.
A fiscalização passou a ser reforçada desde a madruga de segunda-feira passada, quando um agente da Polícia Federal de Guaíra foi alvejado por um tiro durante uma ação de combate ao contrabando na região de Altônia.
Cerca de 15 lanchas eram descarregadas com centenas de caixas de cigarros contrabandeados do Paraguai para o Brasil.
Quando a PF fez a abordagem, estavam no local cerca de 60 pessoas que tiravam as caixas das lanchas e as acomodavam em veículos.
Nesse momento, parte do grupo de contrabandistas reagiu a tiros: ao menos cinco lanchas foram interceptadas e as demais conseguiram fugir pelo rio.
O policial está fora de perigo, mas os episódios de enfrentamento por parte dos contrabandistas fez com que grupos táticos e policiais das delegacias de Cascavel, Foz do Iguaçu e Guaíra se unissem em uma força-tarefa.
Desde ontem ocorre uma varredura às quadrilhas de contrabando de cigarros em toda a fronteira do Brasil com o Paraguai.
Segundo o delegado-chefe da PF em Cascavel, Marco Smith, essa foi a primeira vez nos últimos dez anos que um policial é ferido a tiros durante uma abordagem, mas há pouco mais de um mês outro grupo teria revidado a tiros contra militares do Exército e um suspeito foi morto.
O cerco promete se fechar para ao menos 30 quadrilhas, a maioria de médio porte, que hoje entra no País com boa parte do cigarro contrabandeado que abastece o mercado clandestino no Brasil.
Os grupos, que possuem faturamento milionário, atuam mais fortemente nas regiões de Altônia, Guaíra, Mercedes, Pato Bragado e no Mato Grosso do Sul, onde há, inclusive, o envolvimento direto do crime organizado.
Existem hoje na região de 150 a 200 portos clandestinos onde todas as noites mais de 400 lanchas atracam com mercadorias ilegais vindas do Paraguai.