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14/03/2019 09:17 | Autor: Editor

Gaeco vai investigar se massacre em Suzano teve caráter de terrorismo doméstico

O Ministério Público de São Paulo informou ontem a noite que vai investigar em que circunstâncias ocorreram as dez mortes do massacre em Suzano, trabalho que será realizado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado.
O objetivo é apurar a possível existência de organização criminosa que tenha colaborado para eventual cometimento de crimes relacionados a terrorismo doméstico, como apontam os primeiros indícios.
O termo terrorismo doméstico é usado para definir atentados terroristas cometidos por cidadãos contra o seu próprio povo ou governo.
O Procedimento Investigatório Criminal foi instaurado ainda ontem, após o promotor Rafael Ribeiro do Val ter sido designado pelo procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Smanio, para acompanhar o caso.
Um adolescente e um homem encapuzados invadiram a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano ontem pela manhã e abriram fogo contra alunos e funcionárias.
Eles mataram sete pessoas, sendo cinco alunos, uma inspetora e uma coordenadora pedagógica do colégio.
Na sequência dos fatos um dos assassinos atirou e matou o comparsa e, então, se suicidou.
Pouco antes do massacre, a dupla havia atirado contra o proprietário de uma loja da região, que morreu horas depois.
Os assassinos Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 , eram ex-alunos do colégio.

A investigação aponta que, depois do ataque, ainda dentro da escola, Guilherme matou Henrique e, em seguida, se suicidou.
A polícia diz que os dois tinham um "pacto" segundo o qual cometeriam o crime e depois se suicidariam.
Os mortos são os estudantes Caio Oliveira, 15 anos; Claiton Antonio Ribeiro, 17 anos; Douglas Murilo Celestino, 16 anos; Kaio Lucas da Costa Limeira, 15 anos e
Samuel Melquíades Silva de Oliveira, 16 anos.
Além deles, Eliana Regina de Oliveira Xavier, 38 anos, agente de organização escolar , a Marilena Ferreira Vieira Umezo, 59 anos, coordenadora pedagógica e e Jorge Antonio de Moraes, 51 anos, comerciante e tio de Guilherme, um dos assassinos.
Outras 11 pessoas também resultaram feridas e estão internadas.