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Agricultura

Estiagem coloca previsão otimista para a safra brasileira xeque

 

Também o plantio da próxima safrinha poderá ficar comprometido

Enquanto o Brasil estima novo recorde para a safra de grãos 2020/2021,  que está começando a ser semeada, a estiagem coloca o Paraná em estado de alerta porque, com o solo muito seco, o estado conseguiu plantar até ontem apenas 16% da área esperada para a soja, principal commodity no segmento.

Além de colocar em risco a produtividade da oleaginosa, o atraso pode afetar também a produção de milho no estado.

Segundo números divulgados na semana passada pela Companhia Nacional de Abastecimento, o país irá colher 268  milhões e 700 mil  toneladas de grãos nesta nova safra.

Trata-se de um número que supera em 4,2% a excelente safra 2019/2020, quando foram produzidas 257 milhões e 700 mil  toneladas e se isso se confirmar, para os produtores, o cenário não poderia ser melhor.

No Paraná, no entanto, os números podem ser afetados pela falta de chuvas.

De acordo com dados do Departamento de Economia Rural,   até esta a ultima terça-feira, o plantio de soja havia atingido  16% da área esperada, quando no ano passado, a área plantada já chegava a 22% neste mesmo período.

Este é um atraso que está entre os piores dos últimos anos.

De acordo com o boletim mais recente do Deral, o estado deveria bater os 20 milhões e 400 mil toneladas de soja, um número alto, embora levemente inferior à safra anterior, quando o Paraná produziu 20 milhões e 600 mil  toneladas.

Se o atraso no plantio  persistir por mais tempo, pode afetar ainda o cultivo de outro grão fundamental para a economia do estado: o milho.

Isso porque, a dinâmica das culturas é interdependente.

O milho pode ser plantado na mesma época da soja, quando é chamado de milho de primeira safra,  ou logo após a colheita da soja, no chamado  milho de segunda safra ou safrinha.

Pela maior rentabilidade da soja, os produtores do Paraná passaram a investir prioritariamente nesta segunda modalidade e com isso, a cultura fica dependente do calendário da oleaginosa.

Conforme os técnicos, o  milho começa a ser plantado em março e portanto, se  atrasar a soja, o plantio poderá adentrar abril e aí fica mais exposto a geadas ou novas secas, porque estará muito perto do inverno.

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Agricultura

Após chuvas, plantio de soja avança no Estado do Paraná

Imagem ilustrativa da internet

O plantio de soja 2020/21 do Paraná atingiu até segunda-feira 61% da área estimada, avanço de 29 pontos percentuais em relação à semana anterior, reduzindo o atraso frente aos níveis vistos nos últimos anos.

 

83% da lavouras estão em boa condições

 

Os dados foram revelados ontem, terça-feira, pelo Departamento de Economia Rural.

Em igual período da safra 2019/20, o plantio atingia 65% da área, mesmo nível que era verificado na temporada 2018/19.

Nos últimos cinco anos, de acordo com o Deral, o ritmo mais acelerado foi registrado em 2017/18, quando a semeadura alcançava 73% da área nesta data.

Os trabalhos deste ano têm sido afetados por uma seca prolongada no Estado, um dos maiores produtores de grãos do país.

Segundo o Deral, algumas chuvas registradas na semana passada ajudaram com a semeadura, mas os agricultores seguem enfrentando dificuldades.

“O produtor paranaense está correndo contra o tempo, tentando plantar o máximo que ele consegue no que lhe é permitido na questão de umidade”, disse o analista Marcelo Garrido, do Deral.

Em relação às condições da soja, o órgão indicou que 83% das lavouras apresentam condição boa, enquanto apenas 1% foi classificada como ruim.

O atraso no plantio da oleaginosa impacta também na janela para a segunda safra de milho, principal do cereal no país, cujo plantio tem início logo após a colheita da soja.

Segundo Garrido, já é possível dizer que isso “preocupa o produtor, de uma forma geral”.

O Deral informou que divulgará na próxima quinta-feira dados atualizados de área e produção do levantamento de outubro.

No mês passado, a safra 2020/21 de soja foi estimada em 20,4 milhões de toneladas, queda de 1% na comparação anual.

Ainda de acordo com o departamento, o plantio da primeira safra de milho atingiu 92% da área projetada, avanço de 6 pontos ante a semana passada e em linha com o registrado em igual período da safra anterior.

Já a colheita do trigo da safra 2019/20 alcançou 90% da área, versus 84% na semana anterior e 87% no ano passado.

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Agricultura

Preço do milho bate recorde histórico no Brasil

Ilustrativa

O preço do milho bateu um recorde histórico no Brasil, com a cotação atingindo 81 reais e 48 reais por saca de 60 quilos nesta terça-feira, o que apagou máxima anterior de 2007, de acordo com indicador referencial do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada.

No acumulado de outubro, o milho registra alta de 28,05%, segundo o Cepea, que citou em análise recente a retração de vendedores e a elevação dos valores nos portos de exportação diante da boa demanda como fatores para o avanço da cotação, além do aquecido consumo doméstico.

No acumulado de 12 meses, o milho praticamente dobrou de preço, conforme o indicador, que mede negócios do produto posto na região de Campinas, em São Paulo.

O recorde anterior, considerando a inflação do período, havia sido registrado em 30 de novembro de 2007, ficando alguns centavos abaixo do valor desta terça-feira.

Segundo o Cepea, o mercado também está preocupado com os impactos da seca para a safra de verão, que está sendo plantada, e por isso aqueles que têm milho estão segurando as vendas.

A alta na cotação tem pressionado produtores de aves e suínos e a indústria de carnes, uma vez que o milho é o principal componente da ração.

“Muitos compradores já demostram dificuldades em encontrar novos lotes de milho no spot e também indicam ter margens comprometidas diante do atual preço”, comentou o Cepea.

Diante disso, em meados deste mês, o governo anunciou a suspensão temporária das tarifas de importação de milho e soja para compras de fora do Mercosul.

“Contudo, ao avaliarem a viabilidade das importações (fora do Mercosul), demandantes se esbarram nas dificuldades logísticas e no dólar elevado”, disse o Cepea.

 

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Agricultura

Ministério da Agricultura cancela registro de produtos técnicos à base de paraquate

Instrução Normativa do Mapa e Anvisa estabelece regras para uso de estoques remanescentes do produto no país.

 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicaram uma Instrução Normativa Conjunta que define os procedimentos para o monitoramento e a fiscalização da utilização e do recolhimento dos estoques remanescentes de produtos à base do ingrediente ativo paraquate que estão em posse dos agricultores brasileiros, para a safra agrícola 2020/2021.

Os registros de todos os produtos técnicos à base do ingrediente ativo paraquate ficam cancelados a partir da data de publicação da Instrução Normativa Conjunta.

Já os registros dos produtos formulados serão cancelados a partir de 31 de julho de 2021.

Os produtos técnicos são usados pela indústria para a formulação de defensivos e os produtos formulados são aqueles que já estão prontos para o uso.

A importação, produção e comercialização de produtos técnicos e formulados à base do ingrediente ativo paraquate estão proibidas desde 22 de setembro deste ano.

O uso dos produtos também está proibido, com exceção dos estoques remanescentes, de acordo com os prazos determinados pela Resolução de Diretoria Colegiada da Anvisa 428/2020.

A fiscalização do uso dos produtos será feita pelas Secretárias Estaduais e Distrital de Agricultura, ou órgão equivalente.

A Instrução Normativa também traz condições de uso do produto, para o gerenciamento de risco frente à exposição ocupacional, como a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), o uso de tratores de cabine fechada que permita a aplicação do produto sem exposição do trabalhador rural e a utilização de sistemas fechado de lavagem dos equipamentos e embalagens.

As cooperativas de agricultores poderão distribuir aos seus cooperados os produtos formulados até 15 dias antes do término do prazo máximo previsto para sua utilização nas respectivas cultura e região.

As empresas titulares de registro de produtos à base do ingrediente ativo paraquate deverão recolher os estoques em embalagens de volume igual ou superior a cinco litros que estiverem em poder dos agricultores até 30 dias após o término do prazo que permite a sua utilização nas respectivas cultura e região.

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