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Agricultura

Itaipu faz operação especial para escoamento da safra de soja do Paraguai

Foto: Rubens Fraulini/Itaipu Binacional.

A usina vai aumentar a produção de energia, sem precisar abrir vertedouro, para garantir mais água a jusante (abaixo) da hidrelétrica. Medida começa nesta segunda-feira (3) e permitirá a navegabilidade de 100 mil toneladas do grão.

Pouco mais de dois meses depois de concluir uma operação especial de aumento do nível do Rio Paraná, a jusante (abaixo) da barragem, a usina de Itaipu, na fronteira do Brasil com o Paraguai, vai aumentar a produção de energia para garantir o escoamento de mais água e permitir que o país vizinho consiga exportar, por hidrovia, 100 mil toneladas de soja, hoje paradas em armazéns e barcaças, ao mercado internacional.

O pedido ao Brasil para Itaipu defluir mais água foi feito pela Chancelaria do Paraguai diretamente ao governo brasileiro, com participação do Ministério de Minas e Energia, Eletrobras, Agência Nacional de Águas e Operador Nacional do Sistema elétrico.

Desta vez, não será preciso abrir o vertedouro. A medida prevê apenas o aumento da produção de energia. Com mais água turbinada, haverá mais água rio abaixo (a jusante). A programação começa segunda-feira (3) e se estende até o dia 16 de agosto, totalizando 13 dias de operação. De segunda a sexta-feira, serão 7.500 metros cúbicos de água por segundo (m³/s). Já nos finais de semana, a defluência será de 7.100 m³/s, uma elevação de 1.000 m³/s em relação ao volume atual.

Para o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, “essa operação vai ter um ganha-ganha. Poderemos ajudar os nossos sócios e, ao mesmo tempo, melhorar nossa produção de energia. Quanto mais conseguimos produzir, melhor para o desenvolvimento dos dois países-irmãos. O governo do presidente Jair Bolsonaro está atento às necessidades, mais do que nunca, de um esforço conjunto para movimentar a economia, não só do Brasil, mas do Mercosul como um todo”.

Escoamento

Um total de 104 barcaças carregadas aguarda que o nível do rio aumente para transpor a eclusa da usina binacional Yacyretá, que também vai participar da operação.

A passagem das barcaças pela eclusa de Yacyreta, divididas em oito comboios, está prevista para os dias 10, 11 e 12 de agosto, segundo o Ministério de Relações Exteriores do Paraguai. A chamada “janela de água” propiciada por Itaipu vai garantir centenas de empregos dos paraguaios que trabalham no carregamento e transporte da soja.

Operação anterior

A primeira operação feita pela usina de Itaipu, entre 18 e 29 de junho – esta sim com a abertura controlada do vertedouro -, aumentou em três metros o nível do Rio Paraná, possibilitando a movimentação de 170 barcaças carregadas de soja retidas em decorrência da forte seca, uma das maiores da história. A medida permitiu o escoamento e acesso aos portos argentinos e uruguaios.

Na ação, houve vertimento menor do que o previsto inicialmente, porque a usina aproveitou para aumentar a produção de energia. Subiu do patamar de 170 mil MWh diários na semana anterior à operação especial para 210 mil MWh no período da operação. No acumulado dos 12 dias, Itaipu produziu 2.484.407 MWh, 82% destinados ao Brasil e outros 18% ao Paraguai. A chuva, na ocasião, também ajudou.

Produção hoje

A produção acumulada de Itaipu, em 2020, está quase em 45 milhões de megawatts-hora (MWh), considerada boa em relação ao momento hidrológico desfavorável. Isso porque choveu abaixo da média em toda a bacia do Rio Paraná, desde Minas Gerais até São Paulo e Paraná, e Itaipu otimizou matéria-prima (água disponível) e equipamento para aumentar a produtividade.

Fonte: Paranashop
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Agricultura

Estiagem na América do Sul motiva constantes aumentos no preço da soja

Ilustrativa

Em mais um dia de altas para a soja, nessa quarta-feira, a bolsa em Chicago fechou com os contratos para novembro de 2020 e janeiro de 2021 no patamar de US$ 10,70.

O dia positivo demonstra folego positivista, já que o mercado segue preocupado com a instabilidade climática na América do Sul, fator que está atrasando o plantio na região.

Na Argentina, a estiagem fez com que a safra de grãos sofresse perdas no trigo e o país também sofre para avançar no plantio da nova safra.

Segundo analistas de mercado, se o clima não colaborar, os patamares de preços para a soja podem chegar aos US$ 11.

O único limitante para esse avanço é uma melhora das chuvas na América do Sul, que por enquanto estão ocorrendo irregularmente em algumas regiões produtoras do Brasil.

A projeção da exportação da safra de soja americana se aproxima de 60 milhões de toneladas, recorde histórico para o país.

Os EUA ainda possuem de 10 a 12 milhões de toneladas para negociar nos próximos 10 meses e as vendas adiantadas deixam pouca margem de estoques finais.

Dessa forma, a dependência da safra Sul-Americana cresce exponencialmente e uma possível quebra traria o risco de escassez.

As primeiras exportações de soja e milho dos EUA para o Brasil já aconteceram, mas o montante até a próxima safra não deve ser expressivo.

A produção de soja do sul do Brasil, mais a soja do Paraguai, da Argentina e do Uruguai possuem um potencial de produtividade em 100 milhões de toneladas.

No entanto, essas localizações serão as mais afetadas pelo La Niña, o que é de fato o maior alerta para o mercado no avanço da próxima safra.

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Agricultura

Faep levanta custos de produção de aves e suínos

A Federação da Agricultura do Estado do Paraná está realizando um trabalho de busca de informações, para atualizar os custos de produção de aves e suínos.

Considerando a situação de pandemia do coronavirus, o trabalho está sendo realizado a distância, conforme explica o responsável pelo  Departamento Técnico e Econômico da Federação, Jefrey Albers…

 

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Agricultura

Reunião do Conseleite avalia estimativas de preço para a atividade leiteira

Imagem ilustrativa da internet

Depois de quatro meses consecutivos de alta, a tendência de subida nos valores de referência do Conseleite parece ter chegado ao seu limite.

 

 A preocupação é de o preço voltar a cair

 

Após atingir o pico de R$ 1,957, em setembro, a projeção para outubro é de R$ 1,853 – ou seja, uma redução de 13 centavos, o que representa uma queda de 6,7% na comparação de outubro com setembro deste ano.

Os números foram divulgados durante reunião da entidade, realizada nesta terça-feira, via videoconferência, que contou com a participação do Sistema FAEP/SENAR-PR.

De modo geral, os números do Conseleite-PR demonstraram que o leite fluido e os derivados ainda seguiram em uma movimentação de alta no mês de setembro.

Desde maio, o setor lácteo vive em um cenário atípico devido aos reflexos da pandemia do novo coronavírus.

Foram quatro meses seguidos de elevações, saindo do valor de referência de R$ 1,304, em maio, para R$ 1,957 em setembro.

A expectativa do encerramento do pagamento do auxílio emergencial pelo governo federal e a redução no poder de compra do consumidor brasileiro são apontados como um dos principais motivos para o fim da tendência de alta.

A principal preocupação agora é com uma possível desaceleração na demanda, que pode provocar um novo ajuste ao setor lácteo.

Isso em um momento no qual os custos de produção estão nas alturas, já que as commodities agrícolas, principalmente soja e milho, estão em patamares recordes de preços.

Segundo Ronei Volpi, presidente da Comissão Técnica de Bovinocultura de Leite da FAEP, isso é um fator preocupante, pois na realidade do produtor hoje há muito pouco espaço para a redução no preço pago pelo leite.

Ele acrescentou que os custos de produção aumentaram violentamente e é preciso que haja uma atenção especial em relação ao equilíbrio do setor como um todo.

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