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Por dia, seis notificações de violência sexual contra crianças são registradas no Paraná

(Foto: Arquivo/Agência Brasil)

A cada dia, seis possíveis casos de violência sexual contra crianças e adolescentes são registrados no Paraná, em média. É o que revela um recorte inédito de dados feito pelo Cadê Paraná, plataforma do Centro Marista de Defesa da Infância, em parceria com o Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedeca) do Rio de Janeiro.

Esse recorte aponta que entre os anos de 2014 e 2018 foram feitas 11.458 notificações de violência sexual contra jovens no estado. Cerca de 7% dos registros se referem à exploração sexual (exploração e pornografia, por exemplo). A maior parte, porém, é sobre abuso sexual, categoria que inclui estupro e assédio. Nem todos os registros tratam de casos de violência confirmados, uma vez que mesmo para os casos suspeitos a notificação é obrigatória. Ademais, não há como diferenciar as denúncias ou notificações relativas a suspeita ou confirmação de casos de violência.

Cecília Landarin Heleno, pedagoga e analista de projetos do Centro de Defesa, aponta que em 80% dos casos o perpetrador da violência é alguém próximo da vítima. “Geralmente são pessoas próximas, que utilizam da relação de confiança com a criança, que não percebe que aquela situação é de abuso. Ela é convidada, seduzida para aquela situação, o que a faz ter sentimento de culpa e resulta na demora em relatar (o abuso)”.

Já a secretária executiva do Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, Karina Figueiredo, comenta a necessidade de se romper o silêncio sobre o assunto para se garantir um enfrentamento efetivo da violência.

“Temos de falar sobre isso, ensinar que não precisa guardar segredo, porque o abusador fala que é um segredo entre ele e a criança, que se a criança contar para alguém ele vai embora. Então temos de falar sobre isso, a criança tem de contar para alguém. E esse é o grande desafio. A maioria dos casos que chegam na saúde não são agudos, quando a violência acabou de acontecer, mas casos crônicos que já vem acontecendo há algum tempoe a criança não sabe dizer o que é aquilo, tem medo, porque tem ameaça também.”

Em alerta: indícios aos quais devemos estar atentos
Karina Figueiredo e Cecília Heleno explicam ainda que toda criança ou adolescente que sofre violência sexual dá sinais que podem indicar que há algo de muito grave acontecendo. “A vítima sendo submetida a algum tipo de violência normalmente muda comportamentos, a forma de se relacionar. Mudança na vestimenta, às vezes. A forma como desempenha suas atividades, ficam mais retraídas. Com crianças pequenas, elas podem apresentar medo de um determinado sexo. São vários os sinais”, comenta Cecília.

Karina, por sua vez, relata ter atendido há algumas semanas uma crianças de 11 aqnos que havia feito o desenho de um caixão com flores, tomado remédios e dito que queria morrer. “Fomos identificar o que estava por trás. Era abuso. Sempre a criança dá sinais. Isolamento, depressão, hiperssexualidade, comportamento inadequados para a idade. Tem de ficar muito atento, apurar esse olhar”.

Por isso é importante que pais, tutores e professores que convivam com a criança estejam atentas a identificar estes sinais.

Estado se mobiliza para combater o problema
Em resposta aos dados sobre violência e a partir do Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, aprovado em 2000, o Paraná tem se mobilizado para atuar com mais força sobre o tema com o Fórum Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Fórum DCA/PR) e iniciativas como a Força-Tarefa Infância Segura (FORTIS) e a Liga Boqueirão de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.

Regionalmente, entre os 10 Compromissos pela Infância e Adolescência do Paraná propostos aos atores políticos pelo Fórum Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente para o período de 2018 a 2022, um é “fortalecer as medidas intersetoriais de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes”. “A violência sexual é um problema extremamente complexo, multidimensional. Não tem como pensar o enfrentamento a partir de um único olhar, não adianta investir em políticas apenas do sistema de justiça se também não se investe no atendimento e na prevenção”, garante Karina Figueiredo.

Notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes no Paraná

2018: 3.114
2017: 2.515
2016: 2.127
2015: 1.895
2014: 1.807

TOTAL: 11.458

Fonte: Cadê Paraná e Sinan (Sistema de Informação de Agravo de Notificação)
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Geral

Maus tratos de animais em Marechal Rondon: ONG recolhe coelhos, aves e cachorros

Maus tratos de animais

Maus tratos de animais em Marechal Rondon: ONG recolhe coelhos, aves e cachorros.Link:

Publicado por Rádio Difusora – 95.1 FM – 970 AM em Quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

 

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Geral

Estado prepara edital para aumentar efetivos da PM, Civil e Bombeiros

Publicação deve ocorrer na próxima terça-feira

Na próxima terça-feira, dia 3 de março, serão divulgados os editais para o concurso das Polícias Civil, Militar e também do Corpo de Bombeiros do estado do Paraná, ofertando ao todo mais de três mil oportunidades.

A data foi definida em conjunto com o secretário de Segurança Pública do Estado, Coronel Romulo Marinho Soares, e outros diretores da Polícia Civil.

O concurso da PM paranaense irá disponibilizar 2.400 vagas para soldado e a exigência é ter o ensino médio completo.

O salário de cargo de soldado de 2ª classe da PM possui vencimento básico de 1.895,72 e de soldado de 1ª classe , 4.180,07.

Já a seleção para entrar na Polícia Civil é para vagas de delegado, papiloscopista e investigador de polícia.

Investigador exige formação em qualquer curso de graduação de nível superior e Carteira Nacional de Habilitação categoria B ou superior.

O salário é de 5.478,49.

O cargo de papiloscopista também exige nível superior e a remuneração inicial do cargo é de 5.752,41, após aprovação no concurso público.

A função de delegado exige formação em Direito e a remuneração inicial passa dos 13 mil mensais, mais benefícios e gratificações.

Para o concurso dos Bombeiros, oportunidade para ingressar como soldado com remuneração inicial em 4.180,07, após o curso de formação.

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Policial

Posto rondonense da PRE não registra nenhum acidente durante recesso de carnaval

A Polícia Rodoviária Estadual divulgou nesta quarta-feira (26) o levantamento da Operação Carnaval na região Oeste que apresenta números positivos no comparativo com o ano passado.

Em 2020 houve 36% de redução no número de acidentes nas rodovias estaduais da região Oeste do Paraná.

Foram registrados sete acidentes com 11 feridos e uma morte.

O número de mortos também reduziu em 50%, já que em 2019 duas pessoas morreram no feriado prolongado de Carnaval.

Ao logo dos cinco dias de fiscalização; 718 automóveis foram inspecionados pelas equipes, 347 foram autuados, 515 condutores foram submetidos ao teste do bafômetro e dois deles presos por embriaguez ao volante.

A fiscalização foi desenvolvida em 1650 quilômetros de extensão de rodovias de 62 municípios da região Oeste e Sudoeste.

Na área de atuação do posto de Marechal Cândido Rondon, a Policia Rodoviária Estadual não registrou nenhum acidente, conforme destaca o comandante local, sargento De Souza.

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