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Agricultura

Sindicato Rural alerta pecuaristas sobre fim do prazo para cadastrar rebanhos

Apesar de faltar somente uma semana para o fim do prazo dado pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Paraná, é grande o número de pecuaristas que ainda não cadastrou os rebanhos.

 

Devem ser cadastrados todos os animais das propriedades, agropecuárias do Estado, como bois, búfalos, cabras, ovelhas, suínos, cavalos, jumentos, mulas, abelhas, galinhas e peixes.

A atualização é obrigatória para todos os produtores rurais com animais de produção de qualquer espécie sob sua guarda, sob pena de não conseguirem a Guia de Trânsito Animal e ainda serem multados.

Até ontem, terça-feira, nos municípios da área de atuação da unidade da Adapar de Marechal Cândido Rondon, 2.667 dos 3.276 pecuaristas cadastrados haviam atualizado seus rebanhos.

Em Entre Rios do Oeste ainda faltam 47 produtores; em Pato Bragado também 47; em Quatro Pontes 83; e em Marechal Cândido Rondon 343 pecuaristas ainda não realizaram o cadastramento.

Esses 609 produtores dos cinco municípios da microrregião têm prazo para atualizarem os cadastros dos animais até a próxima quarta-feira, dia 30, data apontada para o encerramento da campanha.

O presidente do Sindicato Rural de Marechal Cândido Rondon, Edio Chapla, reforça a necessidade de todos os pecuaristas providenciarem o cadastramento dos rebanhos…..

 

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Agricultura

Estiagem, pragas e geada reduzem expectativa de safra de grãos no Paraná

Divulgação

A conjunção de fenômenos como estiagem em momentos cruciais de algumas das principais culturas agrícolas paranaenses, as fortes geadas ocorridas no final de junho e meados de julho e a agressividade de algumas pragas levaram à redução na estimativa da safra de grãos 2020/2021.

Relatório divulgado nesta quinta-feira pelo Deral, o Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, aponta que vão ser produzidas 34 milhões e 400 mil toneladas em 10 milhões e 400 mil hectares.

O volume é 16% menor que de 2019/2020, ainda que a área seja 4% maior.

O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, afirmou que é um quadro bastante complicado, mas realista.

Como era de se esperar, reposicionando fortemente para baixo a estimativa global……….

 

O chefe do Deral, Salatiel Turra, salientou, sobretudo, a redução verificada na produção de milho em comparação com o previsto inicialmente, entretanto, apesar desse cenário pessimista há preços interessantes para os produtores…

 

O analista do Deral, Edmar Gervásio, disse que em comparação com a estimativa inicial, já tem como certa a perda de 58% da produção, em termos de volume, é o maior da história do Paraná, e pode ser também o maior em termos percentuais. …

 

Com menos produção, o preço ao produtor está superando 90 reais a saca neste mês, o que aumenta os custos para empresas de frango e suíno.

A segunda safra da cultura do feijão no Paraná teve a colheita finalizada este mês, e 92% já está comercializada.

De acordo com o agrônomo Carlos Alberto Salvador, a geada praticamente não comprometeu a cultura…..

 

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Agricultura

Bovinocultura leiteira é impactada pelo elevado custo de produção

Divulgação

Em todas as atividades agropecuárias há vários fatores que deixam os produtores em alerta, incluindo os elevados custos de produção e o reduzido poder aquisitivo da população.

Problemas climáticos também impactam muito o agronegócio, uma vez que quebras acentuadas na produção de grãos acarretam em aumento no custo de produção para a pecuária.

A estiagem e depois a incidência de geadas reduziram sobremaneira a desempenho produtivo das lavouras de milho segunda safra, o que passa a ser sentido no custo para a alimentação animal.

Quem está sentindo diretamente os efeitos das condições climáticas adversas é a bovinocultura leiteira, a qual tem no milho e soja os principais componentes para o trato das vacas.

Na condição de pecuarista leiteiro, o presidente do Sindicato Rural de Marechal Cândido Rondon, Edio Chapla, revela o momento de incertezas que vive a atividade….

 

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Agricultura

Safra de grãos será de 34,4 milhões de toneladas, aponta boletim da Agricultura

Gilson Abreu/AEN

A projeção para a safra 2020/21, no novo relatório do Deral, é de 34,4 milhões de toneladas, redução de 16% em relação às 41,2 milhões de toneladas da safra anterior.

 

A conjunção de fenômenos como estiagem em momentos cruciais de algumas das principais culturas agrícolas paranaenses, as fortes geadas ocorridas no final de junho e meados de julho e a agressividade de algumas pragas levaram à redução na estimativa da safra de grãos 2020/21.

relatório divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, aponta que serão produzidas 34,4 milhões de toneladas em 10,4 milhões de hectares. O volume é 16% menor que os 41,2 milhões de toneladas de 2019/20, ainda que a área seja 4% maior.

“É um quadro bastante complicado, mas realista. Como era de se esperar, reposicionamos fortemente para baixo a nossa estimativa global”, disse o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. Isso decorre, particularmente, da perda substancial no milho safrinha e no feijão de segunda safra.

“Fazemos agricultura como atividade biológica a céu aberto, sem muita proteção e este ano, particularmente, agravado pelo fato de termos plantado a safrinha de milho fora do melhor prazo recomendado pela ciência, pela pesquisa e pelo zoneamento agrícola”, disse. “Mas nos próximos 40 dias vamos iniciar a semeadura da safra de primavera/verão 2021/22 tentando refazer a vida, a renda, enfim refazer as possibilidades de obter recursos através da produção”.

O chefe do Deral, Salatiel Turra, salientou, sobretudo, a redução verificada na produção de milho em comparação com o previsto inicialmente. “Essa cultura atravessou diversas adversidades climáticas como estiagem, pragas e baixas temperaturas”, afirmou. “Entretanto, apesar desse cenário pessimista temos preços bastante interessantes para os produtores, um aumento em torno de 124% quando comparado com o mesmo período do ano passado”.

MILHO – Em comparação com a estimativa inicial de se produzir 14,6 milhões de toneladas, já se tem como certa a perda de 8,5 milhões, o que representa 58% da produção. “Em termos de volume, é o maior da história do Paraná, e pode ser também o maior em termos percentuais”, disse o analista do Deral, Edmar Gervásio.

Segundo ele, esse volume equivale à perda de três primeiras safras de milho no Paraná, que tem produção normal em torno de 3 milhões de toneladas. Com menos produção, o preço ao produtor está superando R$ 90 a saca neste mês, o que aumenta os custos para empresas de frango e suíno.

Além disso, a importação de milho da Argentina começa a crescer. “Não é algo comum”, comentou Gervásio. Por ter sido plantada mais tarde, a cultura enfrentou seca, o que foi fundamental para os prejuízos. As geadas desta semana ainda não foram contabilizadas, o que pode reduzir ainda mais as expectativas. “Para o milho, a tempestade foi perfeita, com estiagem, geada e a praga do enfezamento em uma única safra e em intensidade grande”, disse.

FEIJÃO – A segunda safra da cultura no Paraná teve a colheita finalizada este mês, e 92% já está comercializada. De acordo com o agrônomo Carlos Alberto Salvador, a geada praticamente não comprometeu a cultura. “O problema foi a estiagem”, afirmou. E ela acarretou grande prejuízo.

Os produtores retiraram do solo 282,3 mil toneladas de feijão, o que representa redução de 48% em relação ao previsto inicialmente. A falta de chuva provocou a perda de 257 mil toneladas. “É uma das maiores na história do Paraná”, disse Salvador. De uma média de 30 sacas por hectare, o produtor colheu este ano apenas 18 sacas por hectare.

CAFÉ – A produção do café no Paraná continua com a estimativa em torno de 870 mil sacas – 10% a menos que no ano passado, resultado da estiagem e de uma pequena redução na área. Neste momento, já estão colhidos 55% da área, que é um ritmo mais próximo do normal no Estado e não o que aconteceu ano passado quando, neste período, estava em 81%.

Os cafeicultores já comercializaram 8,5% do total da safra. Mas, de acordo com o economista Paulo Sérgio Franzini, deve ter uma aceleração maior a partir de agora, em razão de os preços, em algumas localidades, terem ultrapassado R$ 1 mil a saca, tendência que se observou desde dezembro do ano passado, e se intensificou com as geadas de agora.

“Isso é histórico e está mexendo como o mercado”, disse Franzini. Segundo ele, as geadas eram mais frequentes no Paraná e São Paulo, que são locais com menos expressividade produtiva. No entanto, em razão de o fenômeno ter atingido Minas Gerais em meados de julho, impactou muito no preço. “O mercado deu uma recuperada e o produtor precisava disso”, disse.

A geada do final de junho pegou a região Central e Norte do Paraná e a de meados de julho atingiu o Norte Pioneiro. “Talvez a metade da área de café do Estado teve influência da geada do ponto de vista visual”, disse o economista. “Mas isso vai impactar para o ano que vem”.

SOJA – A produção de soja fechou em 19,8 milhões de toneladas na safra 2020/21. Isso representa queda de 4% em relação às primeiras previsões e se deve à seca, que obrigou ao atraso no plantio.

Em relação à comercialização, o volume alcançou 81%. “São quase um milhão de toneladas a menos em produção, mas os preços acabam compensando”, salientou o economista Marcelo Garrido. “Das grandes culturas do Paraná, é uma das menos afetadas”.

TRIGO – O agrônomo Carlos Hugo Godinho destacou que a cultura do trigo deve ter aumento de 5% na área plantada, ficando em 1,19 milhão de hectares. Segundo ele, as geadas influenciaram na qualidade das lavouras. Antes estavam com 5% em condições médias e 95%, boas. Agora, 2% aparecem como ruins, 8% médias e 90% boas.

“É um percentual bom, mas não leva em conta a geada desta quinta-feira (29), portanto, o próximo levantamento pode apontar perda maior”, disse Godinho. Segundo ele, 27% das lavouras entraram agora na fase suscetível a geadas, enquanto 73% ainda vão entrar. “Então, qualquer geada tardia pode ter alguma influência negativa também na produção”, afirmou.

CEVADA – A área semeada de cevada no Paraná é de 77 mil hectares. Isso representa aumento de 21% em relação à safra anterior. A região de Guarapuava é a maior produtora, responsável por 60% do total. “As condições são boas, tivemos duas geadas que queimaram um pouco as plantas, mas ainda não dá para dimensionar perdas”, disse o agrônomo Rogério Nogueira.

Em Ponta Grossa, a cultura também se desenvolve bem. “As geadas afetaram um pouco em áreas mais baixas, onde 5% estão em fase de floração, mas ainda sem estimativas”, afirmou Nogueira. A expectativa é que a produtividade aumente em 30%, com produção de 354 mil toneladas. Cerca de 30% já está comercializada.

BOLETIM AGROPECUÁRIO – Além da divulgação do relatório de estimativa de safra, o Deral também publicou o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária. O documento aprofunda a análise das principais culturas e também traz informações sobre a goiaba, ovinocultura, cebola e apicultura.

 

Fonte: AEN

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