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Agricultura

Soja: Paraná registra segundo foco de ferrugem-asiática da safra 2019/2020

A ferrugem-asiática da soja é a principal doença na cultura da soja e possui um custo médio de US$ 2,8 bilhões por safra no Brasil. Foto: Canal Rural

Segundo o Consórcio Antiferrugem, a doença foi confirmada em Castro (PR). O caso anterior aconteceu em Ubiratã, também no estado

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Agricultura

Toledo lidera novamente o VBP paranaense. Mal Rondon é o 5º do ranking estadual

Pelo sétimo ano consecutivo, Toledo aparece na liderança do ranking estadual do Valor Bruto da Produção Agropecuária , consolidando sua condição de “Capital Paranaense do Agronegócio”.

De acordo com a prévia divulgada nesta semana pela Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento, o faturamento total das propriedades rurais instaladas no município foi de 2.689.201.231,78 em 2019.

Isso significa um crescimento absoluto de 475.004.736,20 , ou seja, 21,45% a mais em relação ao ano anterior.

Os grandes “motores” do agronegócio toledano são as cadeias da suinocultura e da avicultura, incluindo produção de ovos, assim como os grãos, que são componentes da ração que alimenta frangos e porcos, que também ocupam papel de destaque na formação do VBP.

Falando ainda em proteína animal, merecem menção a produção de 84 milhões 206 mil litros de leite e de 11.350 toneladas de tilápia.

O prefeito de Toledo, Lucio de Marchi, comemora o resultado, pois mesmo num cenário em que não é mais possível ampliar a área para cultivo, o avanço tecnológico nas propriedades em várias culturas está promovendo este salto de produtividade.

Além de Toledo, outros quatro municípios da área de abrangência do escritório regional da Seab estão entre os dez maiores VBP do Paraná:

Marechal Cândido Rondon ocupa o 5º lugar, com 1.159.331.346,25; Santa Helena em 6º, Assis Chateaubriand em 8º e Palotina em 9º lugar do ranking.

 

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Agricultura

Previsão de La Niña pode influenciar na safra de soja 2020/21

Divulgação

Os modelos mais recentes de previsões climáticas para os próximos meses indicam a atuação de um novo La Niña, que pode mais uma vez influenciar na safra de soja 2020/21 nas principais regiões produtoras do país.

Os modelos são avaliados mensalmente porém já indicam um esfriamento do Oceano Pacífico e mostram uma situação prevalecendo a possibilidade da ocorrência de uma La Ninã para esse próximo semestre ou seja, para entrada e continuidade da safra.

Para o sul do país especialmente, as condições chamam ainda mais atenção tendo em vista o que o produtor enfrentou na safra passada com uma seca intensa, resultando em uma grande baixa na produtividade da região.

Segundo especialistas, os modelos atuais indicam que o produtor tem umidade suficiente para garantir o plantio do milho e as condições também são favoráveis para o desenvolvimento da cultura.

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Agricultura

Itaipu faz operação especial para escoamento da safra de soja do Paraguai

Foto: Rubens Fraulini/Itaipu Binacional.

A usina vai aumentar a produção de energia, sem precisar abrir vertedouro, para garantir mais água a jusante (abaixo) da hidrelétrica. Medida começa nesta segunda-feira (3) e permitirá a navegabilidade de 100 mil toneladas do grão.

Pouco mais de dois meses depois de concluir uma operação especial de aumento do nível do Rio Paraná, a jusante (abaixo) da barragem, a usina de Itaipu, na fronteira do Brasil com o Paraguai, vai aumentar a produção de energia para garantir o escoamento de mais água e permitir que o país vizinho consiga exportar, por hidrovia, 100 mil toneladas de soja, hoje paradas em armazéns e barcaças, ao mercado internacional.

O pedido ao Brasil para Itaipu defluir mais água foi feito pela Chancelaria do Paraguai diretamente ao governo brasileiro, com participação do Ministério de Minas e Energia, Eletrobras, Agência Nacional de Águas e Operador Nacional do Sistema elétrico.

Desta vez, não será preciso abrir o vertedouro. A medida prevê apenas o aumento da produção de energia. Com mais água turbinada, haverá mais água rio abaixo (a jusante). A programação começa segunda-feira (3) e se estende até o dia 16 de agosto, totalizando 13 dias de operação. De segunda a sexta-feira, serão 7.500 metros cúbicos de água por segundo (m³/s). Já nos finais de semana, a defluência será de 7.100 m³/s, uma elevação de 1.000 m³/s em relação ao volume atual.

Para o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general Joaquim Silva e Luna, “essa operação vai ter um ganha-ganha. Poderemos ajudar os nossos sócios e, ao mesmo tempo, melhorar nossa produção de energia. Quanto mais conseguimos produzir, melhor para o desenvolvimento dos dois países-irmãos. O governo do presidente Jair Bolsonaro está atento às necessidades, mais do que nunca, de um esforço conjunto para movimentar a economia, não só do Brasil, mas do Mercosul como um todo”.

Escoamento

Um total de 104 barcaças carregadas aguarda que o nível do rio aumente para transpor a eclusa da usina binacional Yacyretá, que também vai participar da operação.

A passagem das barcaças pela eclusa de Yacyreta, divididas em oito comboios, está prevista para os dias 10, 11 e 12 de agosto, segundo o Ministério de Relações Exteriores do Paraguai. A chamada “janela de água” propiciada por Itaipu vai garantir centenas de empregos dos paraguaios que trabalham no carregamento e transporte da soja.

Operação anterior

A primeira operação feita pela usina de Itaipu, entre 18 e 29 de junho – esta sim com a abertura controlada do vertedouro -, aumentou em três metros o nível do Rio Paraná, possibilitando a movimentação de 170 barcaças carregadas de soja retidas em decorrência da forte seca, uma das maiores da história. A medida permitiu o escoamento e acesso aos portos argentinos e uruguaios.

Na ação, houve vertimento menor do que o previsto inicialmente, porque a usina aproveitou para aumentar a produção de energia. Subiu do patamar de 170 mil MWh diários na semana anterior à operação especial para 210 mil MWh no período da operação. No acumulado dos 12 dias, Itaipu produziu 2.484.407 MWh, 82% destinados ao Brasil e outros 18% ao Paraguai. A chuva, na ocasião, também ajudou.

Produção hoje

A produção acumulada de Itaipu, em 2020, está quase em 45 milhões de megawatts-hora (MWh), considerada boa em relação ao momento hidrológico desfavorável. Isso porque choveu abaixo da média em toda a bacia do Rio Paraná, desde Minas Gerais até São Paulo e Paraná, e Itaipu otimizou matéria-prima (água disponível) e equipamento para aumentar a produtividade.

Fonte: Paranashop
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