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Política

Tribunal Regional Eleitoral se reinventa para organizar as eleições deste ano

Côrte ainda aguarda instruções do Tribunal Superior Eleitoral

A Justiça Eleitoral enfrenta o desafio inédito de organizar a disputa por prefeituras e câmaras municipais em meio a uma pandemia que já matou mais de 100 mil brasileiros.

Com a experiência de quem acompanha de perto o processo eleitoral desde 1989, ou há mais de 30 anos, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, desembargador Tito Campos de Paula, admite que o órgão vive uma situação totalmente nova, que obriga a instituição a se reinventar e se adaptar a uma realidade nunca vista no País.

Segundo ele não se trata de um desafio pequeno, afinal, em meio à emergência sanitária, a eleição no Paraná envolve mais de 8 milhões de eleitores, 120 mil pessoas trabalhando no pleito como mesários e outras funções, e cerca de 30 mil candidatos a vereador e prefeito.

O desembargador lembra que, historicamente quando terminava uma eleição, quinze dias depois o Tribunal marcava uma reunião chamada ‘prepara’ com todos os servidores da Justiça Eleitoral paranaense, para discutir o que deu certo, o que teve uma falha para se corrigir.

A ultima reunião ocorreu em novembro de 2018, logo após às últimas eleições, porém esse ano não deverá ser realizada.

Além da suspensão do uso da biometria para a identificação dos eleitores já determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral, o TRE paranaense já definiu algumas medidas para garantir a segurança da votação, como a organização de filas com distanciamento de pelo menos um metro e meio entre os eleitores, e a distribuição de máscaras, luvas e álcool gel para os mesários.

O tribunal aguarda ainda a edição de uma cartilha pelo TSE com os protocolos que devem ser adotados nos dias de votação, para distribuir a cada juiz das 186 zonas eleitorais.

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Política

Juiz eleitoral julga improcedente denuncia feita contra o candidato a prefeito Marcio Rauber

Assessoria

Contestação era de que ele usava propaganda eleitoral irregular

 

O juiz eleitoral da comarca de MarechaL Rondon, Renato Cigerza, proferiu improcedente a denuncia feita contra o candidato da Coligação Marechal Rondon Cada Vez Melhor, Marcio Rauber, da utilização de propaganda eleitoral irregular.

Foram apresentadas alegações de que o candidato ao pleito estaria utilizando propaganda eleitoral irregular por uso de nome diverso do que registrou como nome de urna.

Em emenda à inicial, expôs que a medida visa evitar que haja confusão com outros candidatos que concorrem ao pleito.

Em contestação, a Coligação Requerida se defendeu ao argumentar, em resumo, que o candidato Marcio Andrei Rauber sempre exerceu a profissão de professor, que a ausência do substantivo “professor” no nome de urna escolhido não torna sua utilização irregular na propaganda eleitoral, bem como não gera confusão para identificação do candidato.

O Representante do Ministério Público Eleitoral se manifestou pela improcedência do pedido estampado na representação.

Por sua vez, o juiz eleitoral Renato Cigerza, destacou em sua sentença que inexiste proibição legal que impeça o uso do substantivo professor como utilizado na propaganda eleitoral veiculada pelo Representado: sua utilização não gera qualquer confusão com outro candidato, já que não se trata de nome próprio.

Ainda consta na decisão que; além disso, não há, neste Município, nenhum outro candidato com nome “Marcio” e que seja, também, professor, ou que use o substantivo comentado para se identificar e distinguir dos demais; e portanto, é claro que Márcio, Márcio Rauber, Márcio Andrei Rauber ou Professor Márcio, dentro do cenário político rondonense, são a mesma pessoa, de modo que qualquer das nomenclaturas direcionam para um mesmo indivíduo: àquele que já exerce o cargo atual de Chefe do Poder Executivo local e concorre ao pleito majoritário de 2020 a fim de ver-se reeleito.

Por isso, a utilização do substantivo, no ato de campanha eleitoral, desassociado daquele registrado como nome de urna, não causa embaraço, confusão ou incerteza à população, muito menos dificulta o pleito com a identificação do candidato.

 

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Política

Efeito pandemia pode afastar eleitores das urnas neste ano

Segundo o TSE desde 2004 o índice de abstenções é crescente no Brasil

 

A pandemia da Covid-19 teve impacto direto sobre as eleições municipais de 2020, com a alteração do calendário eleitoral e a adoção de cuidados extras para evitar a infecção de eleitores e mesários no dia do pleito.

Mais do que isso, o novo coronavírus pode ter, também, reflexos no resultado das eleições, a depender do número de pessoas que optarem por não sair de casa para votar por medo de se contaminar.

Com isso, é grande a chance de que o índice de abstenção, que já vem crescendo nos últimos anos, aumente ainda mais.

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral, desde 2004 as eleições municipais apresentam elevação na ausência de votantes.

Naquele ano, a abstenção no primeiro turno foi de 14,22%.

No pleito seguinte, de 2008, o índice subiu para 14,5%.

Em 2012, atingiu 16,41%.

Na mais recente, em 2016, a abstenção chegou a 17,58% – todas essas taxas são relativas ao primeiro turno.

E agora  para 2020, há o elemento pandemia.

Algumas pesquisas eleitorais deste ano apontaram que há uma parcela de eleitores que não pretende ir às urnas em 15 de novembro.

Para tentar evitar que a abstenção seja um fator significativo neste ano, o TSE vai implementar um protocolo de segurança sanitária no dia do pleito.

O horário da votação, por exemplo, vai ser ampliado, das 7  às 17 horas, sendo que o período até as 10 horas será preferencial para maiores de 60 anos,  grupo considerado de risco para o novo coronavírus.

O uso de máscara será obrigatório e haverá distribuição de álcool em gel em todas as seções.

Além disso, o TSE recomenda que os eleitores levem a própria caneta para assinar a presença no caderno de votação.

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Política

Justiça indefere registro de candidatura a reeleição de vereador de Pato Bragado

O juiz eleitoral da Comarca de Marechal Cândido Rondon, Renato Cigerza, indeferiu o registro de candidatura a vereador de Ademir Kochenborger, o “Xaropinho”, o qual já ocupa uma cadeira na Câmara e tenta a reeleição em Pato Bragado.

Segundo a sentença, foi apresentado o pedido de registro de candidatura desacompanhado dos documentos exigidos pela legislação.

Intimado, o candidato cumpriu parcialmente com a apresentação da documentação.

Conforme analisado pelo Ministério Público Eleitoral, não foram apresentados os documentos de relação atual de bens e certidão criminal fornecida pela Justiça Estadual de 1º grau.

Tal situação impede confirmar a regularidade da candidatura pretendida e impõe, por conseguinte, seu indeferimento.

Cigerza explica que o candidato foi intimado em 12 de outubro para juntar aos autos, em três dias, todos os documentos necessários à análise do seu registro de candidatura, tendo cumprido a determinação em 14 de outubro, de maneira não suficiente.

Ainda de acordo com o magistrado, o que foi levado foi cumprido após o término do prazo, vencido no dia 15 de outubro, não podendo,  assim, ser admitido.

Vale ressaltar que cabe recurso da decisão judicial.

 

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