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Agricultura

2020 é considerado um ano excelente para agricultores que plantaram milho

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O ano de 2020 pode ser considerado o ano do milho, pelo menos na visão da Associação Brasileira dos Produtores de Milho.

 

 Dívidas foram quitadas e viabilizados novos investimentos 

 

Ao longo de 2020, o cereal brasileiro registrou grandes valorizações, com patamares recordes, e manteve o alto consumo interno.

Segundo o presidente da Abramilho, Cesário Ramalho, a pandemia trouxe várias dificuldades à vida das pessoas, mas por outro lado ajudou o setor, elevando a demanda do consumidor brasileiro por produtos alimentícios e contribuindo para as altas do dólar ante ao real que também elevaram os patamares do milho.

Diante deste cenário positivo de preços, o setor aproveitou essa situação para zerar dívidas acumuladas e viabilizar investimentos nas próximas safras.

O único ponto que ficou para trás em 2020 foi o etanol de milho, que assim como os outros combustíveis, sofreu com a diminuição de circulação e o isolamento social.

Ramalho aponta que as margens do setor caíram muito, mas que este tipo de produção segue sendo importante para absorver uma parte da oferta mato-grossense e deve voltar a crescer.

Mesmo como uma grande produção na safra 2019/20, o Brasil irá encerrar a safra com estoques de passagem bastante apertados.

Nos números da Conab serão 10,6 milhões de toneladas ainda disponíveis após fevereiro e nas estimativas da indústria apenas 9 milhões.

Sendo assim, o presidente destaca que os preços do milho no Brasil deverão continuar elevados durante o primeiro semestre de 2021, mesmo após recuarem nesta reta final de ano influenciados pelas baixas do dólar ante ao real.

A safra verão, que poderia ajudar a amenizar esta falta de oferta, já apresenta perdas consolidadas de, pelo menos, 2 milhões de toneladas e também será insuficiente para modificar os fundamentos do mercado.

Já para a safrinha, a Abramilho segue esperando grande produção e aumento de área, mesmo que algumas lavouras acabem ficando fora da melhor janela de cultivo.

Ramalho acredita que as perspectivas do milho para 2021 seguem sendo positivas aos produtores e projeta um grande crescimento do setor para os próximos anos chegando em 150 milhões de toneladas em 2025 e em mais de 200 milhões em 2030.

 

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Agricultura

Excesso de chuvas requer maior cuidado com a ferrugem asiática

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 Com excesso de chuvas, os produtores da região Oeste do Estado devem aumentar os cuidados nas lavouras de soja para evitar novos focos de ferrugem asiática. 

 

 

O Paraná teve um início de safra de soja 2020/21 bastante complicado e as previsões eram de grandes perdas na produção, que teve sua projeção reduzida de 20,7 milhões de toneladas para 20,4 milhões.

Entretanto, a umidade retornou ao estado a partir de 10 de dezembro e as condições das lavouras melhoraram bastante.

O Deral pode inclusive voltar a elevar a estimativa de produção em seu próximo relatório mensal que será divulgado na próxima semana.

A safra não será recorde como as 20,8 milhões de toneladas da safra passada, mas também não será pequena.

A colheita já começou de maneira insipiente na região de Pato Branco, onde cerca de 500 hectares estão mais adiantados, mas deve ganhar força mesmo entre fevereiro e março.

Até lá, a atenção tem que ser voltada ao controle de doenças para evitar novos problemas de produção.

Antes a preocupação era a falta de chuvas e agora novamente a atenção está voltada ao clima porque nessas condições de umidade a Ferrugem se prolifera..

O economista do Deral, Marcelo Garrido, aconselha o produtor a ter muito cuidado nas aplicações necessárias neste momento, além de abordar a questão de preços e das vendas antecipadas….

 

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Agricultura

Fiscalização de cultivos agrícolas cresceu mais de 80% no Paraná

A pandemia não impediu as fiscalizações das safras de inverno e verão nas propriedades paranaenses em 2020, que aumentaram 80% ante 2019.

 

 As fiscalizações foram presenciais e remotas

 

As ações fiscalizatórias foram presenciais e remotas.

Fiscais do Crea-PR alertaram sobre a importância dos responsáveis técnicos nas lavouras; verificaram o preenchimento das ARTs – Anotação de Responsabilidade Técnica das atividades agrícolas realizadas e as emissões do Receituário Agronômico – documento com a prescrição de uso dos defensivos agrícolas.

No ano passado, foram abertos 3.907 Relatórios de Fiscalização de culturas agrícolas no Estado, sendo 2.103 do ano anterior. As lavouras de soja, milho e trigo foram as principais fiscalizadas.

Na regional de Cascavel, que compreende 52 municípios, o número saltou de 390 em 2019, para 505 em 2020, aumento de 29%.

O levantamento é do Defis – Departamento de Fiscalização – do Conselho, que também aponta que mais de 60% dos processos de culturas agrícolas de 2020 já foram arquivados, sendo que em 80% deles houve regularização.

Considerando o total de RFs gerados, a regularização ocorreu em mais de 50% dos casos até o momento. Este número é provisório, pois a safra de verão 2020/2021 está em andamento e ainda há muitos processos em trâmite (1.398) que podem ser regularizados.

Assim como todas as atividades das engenharias, agronomia e geociências que o Crea-PR fiscaliza, a fiscalização nas propriedades rurais resulta do impacto na saúde das pessoas e do meio ambiente, pois a agronomia é a responsável por levar o alimento até a mesa da população.

Por isso, a produção deve ocorrer de maneira sustentável, com a aplicação das melhores técnicas de produção e qualidade.

Conforme a engenheira ambiental Mariana Maranhão, gerente do Defis, o papel do profissional é orientar o agricultor na escolha das melhores técnicas, como fazer o plantio, melhores maquinários, evitar pragas de forma controlada, e até mesmo na conservação do solo.

Ela acrescenta que isso reflete desde a otimização de recursos para o produtor, como diretamente na qualidade do alimento, que deve ser produzido de uma forma sustentável e benéfica para a saúde.

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Agricultura

Novas regras para guardar sementes entram em vigor no dia 21 de março

A partir do dia 21 de março, os produtores rurais terão novas regras para seguir se optarem por guardar sementes de uma safra para outra.

O Decreto 10.586 de 2020 será o novo marco regulamentador da prática, o que vai exigir adequação por parte dos agricultores.

O assunto foi o tema principal da primeira reunião de 2021 da Comissão Técnica de Cereais, Fibras e Oleaginosas da FAEP.

O encontro ocorreu de forma virtual com a participação de mais de 140 pessoas, entre membros da CT, presidentes e trabalhadores dos sindicatos rurais de todas as regiões do Paraná.

Segundo o presidente da Comissão Técnica, Nelson Paludo, as sementes salvas são um tema muito importante, já que é um direito e sempre pregamos para que seja exercido dentro da legalidade.

Por sua vez, Ana Paula Kowalski, do Departamento Técnico e Econômico da FAEP, lembrou que apesar das regras começarem a valer em março, é preciso atenção por causa da dinâmica da safra.

As sementes que serão usadas na safra 2021/22 precisam ter o planejamento e cumprir todos os trâmites necessários junto às autoridades fitossanitárias na temporada atual [2020/21].

Na ocasião, o auditor fiscal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ildomar Fischer, fez uma explanação sobre toda a legislação e portarias que regulamenta o tema, além de falar sobre as peculiaridades para guardar sementes nas principais culturas, como milho e soja.

Entre as principais mudanças destacadas por Fischer está a exigibilidade da declaração de reserva de sementes para uso próprio para todas as cultivares, tanto protegidas quanto para uso próprio.

Outro ponto importante é a tolerância de uma reserva técnica para a quantidade final reservada.

Além disso, a reserva feita em desacordo com as normas vai passar a ser considerada produção ilegal de sementes, com autuação administrativa equivalente a “produtor pirata”.

Quem tiver dúvidas sobre como proceder em relação às sementes salvas, basta procurar o Sindicato Rural em que é associado.

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(45) 3284-8080
Central telefônica (45) 9997-0083 - (45) 9997-0067
FM 95,1 (45) 9997-0733 | WhatsApp FM (45) 9997-0532
Técnica AM 970 (45) 9997-0740
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