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Agricultura

Cadeia do leite quer mais prazo para cumprir novas normas de produção

Deputados Luciana Rafagnin, Arilson Chioratto e Professor Lemos debatem aplicação de instruções normativas do Ministério da Agricultura que afetam produtores paranaenses de leite. / Foto: Orlando Kissner/Alep

Os produtores paranaenses de leite querem um prazo maior para cumprir as instruções normativas 76 e 77 do Ministério da Agricultura e precisam de apoio oficial para se adequar às novas exigências técnicas, sob pena de o setor marchar para um processo de concentração nas mãos de grandes grupos econômicos em prejuízo dos pequenos agricultores.

 

O assunto foi debatido ontem em audiência pública promovida pelo Bloco Parlamentar da Agricultura Familiar da Assembleia Legislativa do Paraná, que é coordenado pela deputada Luciana Rafagnin.

Logo depois do evento, o Bloco aprovou documento que será enviado ao Ministério da Agricultura, ao Governo do Paraná e a órgãos técnicos de assistência e de fomento agropecuário, federais e estaduais, propondo as seguintes ações: Prorrogação do início efetivo de vigência das IN para janeiro de 2020; Desburocratização do crédito rural e aprovação de financiamento para o pequeno produtor (Pronaf) sem a exigência de hipoteca; Aumento da oferta de assistência técnica, ampliando-se o número de técnicos nos municípios; Maior confiabilidade da energia elétrica no meio rural; Melhoria das estradas rurais e da infraestrutura de transporte.

O documento deverá incluir ainda um item relativo a isenção fiscal para o setor e terá a chancela da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Assembleia Legislativa.

As instruções normativas 76 e 77 foram baixadas em novembro de 2018 e têm o objetivo de melhorar a qualidade do leite produzido no Brasil.

Elas definem critérios de produção, de qualidade e de segurança ao consumidor, organização da propriedade – incluindo instalações e equipamentos –, capacitação dos empregados e controle de doenças.

Estes procedimentos, diz o Ministério, constituem “boas práticas agropecuárias e de educação sanitária” cuja adoção levará à melhoria da qualidade e da produtividade leiteira.

As normas começaram a vigorar em junho, 180 dias depois da edição das IN, e até o mês de outubro os produtores terão de se adequar a elas.

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Agricultura

Agronegócio é responsável por 77,6% das exportações do Paraná

Repórter – Rodrigo Arend…

 

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Agricultura

Justiça julga improcedentes ações movidas por agricultores contra a Itaipu

Além de julgar as ações como improcedentes, a Justiça condenou ao pagamento de multas os agricultores que exigiam indenizações de parte da Itaipu Binacional por supostos prejuízos causados em suas lavouras.

A formação do reservatório não trouxe prejuízos às lavouras 

O juiz federal Flávio Antônio da Cruz proferiu sentença que julgou improcedente as ações de indenização promovidas por agricultores que têm propriedades próximas ao reservatório da Itaipu.

Foram propostas 86 ações, entre 2003 e 2006, envolvendo mais de 800 autores, que pleiteavam indenização por supostos prejuízos de produtividade causados pela formação do lago.

Os valores pretendidos nessas ações poderiam chegar a bilhões de reais.

Em um desses processos, agora julgado, foi realizada uma prova pericial que envolvia todas as demais ações ajuizadas.

A Justiça designou uma equipe de peritos formada por engenheiro florestal, climatologista e estatístico, que analisou as safras de 2008/2009, 2012/2013 e 2013/2014.

O laudo pericial foi concluído em 2017.

O juiz enfatizou na sentença, em mais de 280 páginas, que os laudos periciais “evidenciaram que, ao contrário do que foi verbalizado na peça inicial, a construção e a manutenção do lago de Itaipu não ensejaram queda na produtividade dos imóveis dos autores”.

]Destacou, ainda, que “os laudos foram elaborados com rigorosa metodologia científica, com detalhamento de todas as variáveis envolvidas e com fundamentação de cada uma das asserções lançadas pelos peritos.

Simplesmente não se constatou o nexo de causa e efeito perseguido pelos autores, sentenciou o juiz.

Além da decisão do juiz pela improcedência da demanda, os autores ainda foram condenados ao pagamento de honorários advocatícios de sucumbência, no valor de 25 mil por autor, e ao reembolso de todas as despesas arcadas pela Itaipu para produção da prova pericial.

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Agricultura

Para presidente da Coopavel, safra 2020 deverá ser das melhores

Os agricultores do Oeste do Paraná vão colher um grande safra de grãos, segundo afirma Dilvo Grolli, presidente da Coopavel, em Cascavel.

Segundo ela, está chovendo bem e na hora certa e muitas lavouras já oferecem produtividades acima de 4.500 quilos, ou seja, 75 sacas por hectare para a soja nos melhores talhões, com boas perspectivas para colheita acima da média também para o milho e o feijão.

São com esses fundamentos positivos, que a Coopavel abre, do dia 3 de fevereiro ao dia 07, no Parque de Exposições da Cooperativa, em Cascavel, no Paraná, a 32ª Edição do Show Rural, a primeira grande feira de exposições de máquinas e insumos do calendário brasileiro.

O evento promete receber nos seus 5 dias cerca de 250 mil visitantes, para conhecer as inovações de 650 expositores, que em 2019 movimentaram R$ 2.2 bilhões em negócios.

Para esta edição de 2020, os organizadores do Show Rural esperam aumentar em até 10% o volume de vendas de máquinas agrícolas e demais insumos para a produção da agricultura.

“Selic baixa, inflação baixa, nessa feira o produtor rural terá poder de barganha junto às empresas, utilizando inclusive, recursos disponíveis dos bancos privados e dos próprios fabricantes que podem ser até mais atraentes do que os financiamentos oficiais, que hoje estão fixados em 8,5% com 7 anos para pagamento”, analisa Dilvo Grolli.

Para o Presidente da Coopavel, nos próximos 10 anos o agronegócio brasileiro será ainda mais promissor, lembrando que nos últimos 10 anos, utilizando apenas 7 por cento da nossa área agricultável, toda a cadeia produtiva agrícola brasileira gerou nesse período, quase 1 trilhão de dólares em exportação para nossa economia.

Ele prevê que, para 2020, a economia brasileira gere um PIB acima de 3% e que nos próximos 10 anos o agro nacional, — mesmo dobrando a área de produção, para 14 por cento do espaço para agricultura, elevando nossa safra total de grãos para 500 milhões de toneladas –, não haverá necessidade de avançar sobre a região amazônica.

O dirigente acredita que o setor irá acrescentar mais 30 a 40 por cento na exportações do Brasil até 2030 utilizando pra isso tecnologia e inovação em máquinas agrícolas e insumos; nas sementes, nos defensivos agrícolas e buscando sempre, acompanhar as tendências do mercado mundial.

 

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