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Agricultura

Geada compromete milho, mas pode não prejudicar a cultura do trigo

Imagem ilustrativa da internet

As condições climáticas favoráveis à formação de geada trouxeram prejuízo para alguns produtores, como os de milho, mas podem não atrapalhar os planos dos triticultores.

 

As primeiras análises são um dos assuntos do Boletim de Conjuntura Agropecuária elaborado pelo Deral, o Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

Sobre a soja, o Deral destaca que os preços para os produtores continuam superiores aos verificados no mesmo período de 2020.

O documento cita que, neste primeiro semestre, o Mercado de Flores da Ceasa do Paraná comercializou 537 toneladas de flores com movimentação de 4 milhões e 500 mil reais.

Comparado com o ano passado, o aumento é de 100,7% em quantidade e 51,8% em valores.

Na olericultura, o registro é da colheita de 76% da área de tomate de segunda safra.

A área estimada é de 1.358 hectares com previsão aproximada de 83 mil toneladas, ou 4% a mais que na safra passada. O boletim também traz informações sobre a evolução do preço do litro de leite recebido pelos produtores paranaenses, que tem se elevado. O mesmo ocorre no mercado varejista.

Sobre os ovos, a análise se estende sobre a produção e as exportações que, neste ano, já alcançaram alta de 143,4%.

O documento fala ainda do favorecimento que as chuvas proporcionaram aos produtores de mandioca, que puderam acelerar para 40% o trabalho de colheita, além de iniciarem o plantio da nova safra.

Com mais oferta de produtos, as indústrias de fécula e farinha retomaram as atividades, o que resulta em queda nos preços em todos os segmentos da comercialização.

Para o analista de milho do Deral, Edmar Gervásio, o frio que atingiu o Paraná nesta semana provocou a formação de geadas de intensidade forte, sobretudo na metade Sul do Estado.

Por sua vez, o analista de trigo do Deral, Carlos Hugo Godinho, destaca que o plantio de cereal continua em bom ritmo…..

 

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Agricultura

São boas as expectativas para a safra paranaense 2021 de trigo

Imagem ilustrativa da internet

O  gerente de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, Flávio Turra, informa que a expectativa em relação à safra de trigo no Paraná é das melhores.

Segundo ele, o  potencial produtivo está ótimo nas lavouras que estão numa fase de desenvolvimento e se não ocorrer  nenhum imprevisto climático, teremos uma safra recorde neste ano.

Turra estima que nesta safra deverão ser colhidos em torno de 8 milhões de toneladas no Brasil, de uma demanda de consumo próximo dos 12 milhões de toneladas.

De acordo com ele as  cooperativas estimularam neste ano o cultivo do cereal para os  10 moinhos instalados , necessitando de matéria-prima de qualidade.

O  presidente da Cooperativa Coopavel, Dilvo Grolli, disse que o momento é propicio para o trigo e que o  incentivo à produção está baseado em três pilares:  juro zero para a compra de insumos,  o preço de garantia do trigo de  100 reais  a saca e o seguro da safra.

A intenção das  cooperativas é  incentivar o produtor a usar terras que ficam ociosas durante o inverno, pois no Paraná, são pelo menos 2 milhões e meio  de hectares disponíveis para o plantio no período, mas só metade dessa área é usada.

Na região de Cascavel, por exemplo,  400 mil hectares são utilizados para o plantio da soja e milho no verão e no inverno, apenas 250 mil hectares são utilizados.

Segundo Dilvo Grolli, são 150 mil hectares que podem ser aproveitados para o plantio do trigo, o que aumentaria a renda do produtor e os ganhos da cooperativa.

 

 

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Agricultura

Produtores rondonenses iniciam o plantio da soja, mas o clima ainda não é dos melhores

Apesar de as chuvas terem sido registradas em volumes menores do que o esperado, muitas agricultores da região iniciaram na semana que passou o plantio da safra de verão 2021/2022.

O começo dos trabalhos de campo está acontecendo com preços bastante elevados para os produtores brasileiros, dando boas oportunidades de negócios e com uma oferta que pode se constituir na maior da história.

Não só a semeadura de soja e milho está sendo destacada desde a semana passada, como também uma retomada no ritmo de vendas da oleaginosa tanto da safra velha quanto da nova.

Os agricultores vivem um momento de incerteza sobre a expansão ou não do plantio no Oeste do Paraná, já que as previsões climáticas apontam para chuvas não uniformes e sem grandes volumes para os próximos dias.

Para o presidente do Sindicato Rural de Marechal Cândido Rondon, Edio Chapla, é necessário que os produtores fiquem atentos ao clima para que a semeadura seja perfeita……

 

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Agricultura

Conquista de status sanitário cria problema para pecuaristas do Paraná

Produtores não podem mais importar bezerros para engorda

 

Números divulgados pelo  Departamento de Economia Rural, , da Secretaria da Agricultura, mostram que o  Paraná tem um déficit histórico de aproximadamente 40% no fornecimento de bezerros para a engorda.

Anualmente, o estado abate em torno de 1 milhão e 700 mil  cabeças de boi e desse total, cerca de 1 milhão e 200 mil  são animais criados em território paranaense.

Os 500 mil restantes vinham sendo importados, ainda bezerros, de outros estados, especialmente do Mato Grosso do Sul, para a engorda no Paraná e posterior abate pelos frigoríficos do estado

Desde maio, com o reconhecimento do Paraná como área livre de febre aftosa, sem vacinação, o trânsito de animais entre estados que não têm o mesmo status sanitário está proibido e com isso, os pecuaristas paranaenses não podem mais trazer bezerros do Mato Grosso do Sul, seu principal fornecedor.

De acordo com pecuaristas, a situação tende a se agravar porque os  animais que estão neste momento em fase final de engorda e indo para o abate são aqueles que entraram no Paraná ainda em 2019, quando o trânsito estava liberado.

Prevendo a falta de animais para o abate, recentemente o Ministério da Agricultura liberou o trânsito entre o Mato Grosso do Sul e o Paraná, mas apenas de carretas lacradas, carregadas com bois prontos para o abate com destino direto aos frigoríficos paranaenses.

Os pecuaristas alegam que a principal justificativa do governo do Paraná para pleitear a antecipação da declaração de área livre sem vacinação foi a abertura de mercado no Japão e Coreia do Sul para a carne suína produzida no Paraná, porém não existem   números para justificar essa decisão porque a cadeia da carne bovina foi muito prejudicada.

Inicialmente, de acordo com o Plano Nacional do Ministério da Agricultura, o Paraná integrava o bloco 5, junto com os estados do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O planejado era que todos fossem declarados, ao mesmo tempo, áreas livre de febre aftosa sem vacinação, conferindo isonomia na condição sanitária, o que estava previsto para acontecer em 2022.

O Paraná  porém avançou nesse processo e conseguiu migrar para o bloco 1, junto com o Rio Grande do Sul, se unindo aos estados do Acre e Rondônia, todos reconhecidos como área livre sem vacinação em maio último.

Conforme Rafael Gonçalves, da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, agora os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais integram o bloco 4, cujo status sanitário ainda prevê a vacinação do rebanho, que não poderá ser comercializado para os outros estados.

Para a Federação da Agricultura do Paraná , a nova situação em que o estado não pode mais trazer bezerros de fora, abre uma nova oportunidade para os pecuaristas se especializarem também na cria dos animais.

A pecuária paranaense é mais especializada nas fases de recria (dos 9 aos 18 meses) e engorda (dos 18 aos 24 meses).

O presidente da Comissão Técnica de Bovinocultura de Corte da Faep,  Rodolpho Botelho, diz que especialmente na última década, devido à grande rentabilidade das lavouras de soja e milho, a pecuária acabou migrando para áreas marginais, de baixa fertilidade do solo.

Isso diminuiu o número de pecuaristas se dedicando à criação de bezerros,  tornando necessário levar informação e capacitação para os pecuaristas produzirem mais e com mais eficiência.

É o que preconiza, por exemplo,  o programa Pecuária Moderna, da Secretaria da Agricultura do Paraná, cujo  programa visa, entre outras coisas, aumentar a produção de bezerros no estado.

 

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