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Itaipu será submetida a auditorias externas do Brasil e do Paraguai

Kiko Sierich

Os diretores-gerais brasileiro e paraguaio de Itaipu, Joaquim Silva e Luna e Ernst Bergen, pela primeira vez, pediram que os governos dos dois países assinem uma nota reversal para que a usina binacional seja auditada pela Controlaria Geral do Paraguai e pelo Tribunal de Contas da União.

 

 Seria uma busca maior em torno da transparência 

Os pedidos foram feitos aos respectivos ministérios de Relações Exteriores, depois que foi analisada a possibilidade de retomar as negociações a criação de uma Comissão Binacional de Contas.

O documento assinado pelos dois diretores diz que a criação desta comissão “ajudaria aos dois países na fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da Itaipu nos aspectos de legalidade, legitimidade e economia de seus atos”.

Há muito tempo Itaipu é criticada por não existir um controle externo de seu orçamento e gastos, o que permitiu que ocorressem abusos tanto no lado brasileiro e paraguaio.

As notas reversais são documentos assinados pelos governos do Brasil e do Paraguai que acrescentam ou alteram parcialmente algum dado do Tratado de Itaipu, que em sua essência não prevê este tipo de auditoria.

Na tarde desta segunda-feira, a margem brasileira de Itaipu divulgou um boletim que detalha tudo o que ficou acertado entre a empresa binacional e as chancelarias do Brasil e do Paraguai.

As tratativas para a criação da comissão haviam começado em 2015 por iniciativa do Ministério de Relações Exteriores.

Em 2017, houve a primeira reunião para debater o tema.

Agora, o assunto voltou a ser discutido com prioridade seguindo as premissas básicas da boa gestão pública: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, conforme ressalta Silva e Luna.

Segundo ele, “essa iniciativa demonstra que a atual gestão de Itaipu está buscando ser cada vez mais transparente, atendendo o que sociedade espera”.

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Marechal Rondon confirma 1635 casos de dengue no município

O boletim da dengue divulgado pela Secretaria de Saúde de Marechal Cândido Rondon nesta segunda-feira aponta 1.635 casos confirmados de dengue no município.

O boletim ainda traz os casos notificados, sendo esses 1.883, casos descartados, 119, e em investigação, 129.

A considerar que com chuva os riscos da dengue são ainda maiores. a secretária de Saúde, Marciane Specht, pede para que os rondonenses, principalmente agora que estão em casa, em quarentena, limpem seus quintais e eliminem locais que possam acumular água.

No final da tarde desta segunda-feira, a Secretaria de Saúde de Mal. Cândido Rondon, por meio do Setor de Vigilância Epidemiológica, também divulgou mais um boletim do coronavírus.

O número de casos suspeitos é 30, há 02 casos confirmados, 10 descartados e mais 01 aguardando e um aguardando resultado laboratorial.

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Ministro da Saúde balança, mas permanece no governo Bolsonaro

Foto: G1

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou nesta segunda-feira, após reunião com o presidente Jair Bolsonaro e ministros no Palácio do Planalto, que permanecerá no cargo.

Bolsonaro teria decidido demitir o ministro, mas voltou atrás depois da reação de ministros do governo, dos presidentes de Senado e Câmara e de parlamentares.

O motivo que levou o presidente Jair Bolsonaro a cogitar a demissão de Mandetta foram as divergências públicas de ambos a respeito das estratégias para conter a velocidade do contágio pelo novo coronavirus.

O presidente defende o que chama de “isolamento vertical”, ou seja, isolar somente idosos e pessoas com doenças graves, que estão no grupo de risco, a fim de não paralisar a economia.

O ministro é a favor do isolamento amplo, adotado por governadores, pelo qual a recomendação é que as pessoas se mantenham-se em casa.

Segundo Mandetta, a reunião no Planalto serviu para demonstrar que agora o governo ‘se reposiciona’ em relação ao enfrentamento a novo coronavírus.

O ministro chegou a afirmar que ele e auxiliares já estavam “limpando as gavetas”.

Na entrevista coletiva, Mandetta também afirmou que não tem receio de crítica, mas que as críticas devem ser “construtivas”, sem tentativa de criar “dificuldade no ambiente de tabalho”.

Sem citar casos específicos, o ministro disse ainda que a orientação no Ministério da Saúde é ter “foco”, independentemente de “barulhos” que surjam no momento.

Ao afirmar que o dia foi “emocionalmente muito duro para todos” e que estava “um pouco mais apreensivo”, Mandetta destacou que irá “tocar em frente como o velho boiadeiro tocando a boiada”.

Ao encerrar a entrevista, ele disse que, se Bolsonaro quiser substituí-lo e à equipe atual do Ministério, “que encontre as pessoas certas”.

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Aeronaves do Governo já coletaram 1.457 amostras para testes de coronavírus

Divulgação

As aeronaves do Governo do Estado já coletaram 1.457 amostras de material para testes do novo coronavírus nas regionais de Saúde do Paraná, segundo levantamento da Casa Militar, órgão responsável pela operação logística do transporte.

As aeronaves da frota contabilizaram 73 horas e 20 minutos de voo em apenas duas semanas (23 de março a 5 de abril), o que significa três dias ininterruptos de deslocamento

Essa logística foi desenhada com apoio da Secretaria de Estado da Saúde e ajuda a mapear melhor e mais rápido a circulação do novo coronavírus, além de possibilitar o diagnóstico preciso aos pacientes a partir do teste de detecção realizado no Laboratório Central do Estado (Lacen-PR), em São José dos Pinhais, que é referência no Paraná para esse tipo de exame (RT-PCR).

Apenas as amostras de Curitiba (e região) e Ponta Grossa não contam com apoio aéreo pela proximidade.

Segundo o governador Carlos Massa Ratinho Junior, essa ação integrada permite ao Paraná delinear estratégias mais certeiras de combate à Covid-19.

O secretário estadual de Saúde Beto Preto ressalta que a logística auxilia principalmente no tratamento e na orientação por parte das equipes médicas que trabalham diretamente com os pacientes, infectados ou não pelo novo coronavírus.

A frota de aeronaves que a Casa Militar está utilizando é composta por quatro aviões – um Cessna Caravan, dois Sênecas III e o King Air 350 – e mais um helicóptero.

Aeronaves da Polícia Militar e da Polícia Civil também são usadas conforme a necessidade.

As regionais que mais demandaram transporte de amostras até o momento foram Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Maringá e Londrina, Pato Branco e Umuarama: juntas, elas englobam 141 municípios.

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