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Agricultura

Pato Bragado discute medidas para potencializar cadeia da bovinocultura de leite

Assessoria

Preocupado com a queda dos produtores de leite em Pato Bragado, a administração municipal realizou nesta semana uma reunião, com a presença dos mandatários prefeito mano e vice John; da secretária de Agricultura, Jaqueline Vanelli; médicos e técnicos veterinários do município.

No encontro a secretária apresentou as classes de produção existentes no setor, que variam a 20 mil litros/mês.

Jaqueline destaca que há 10 anos o município contava com mais de 300 produtores de leite e que hoje, esse número está entre os 100, em consequência do êxodo rural.

Médicos e técnicos veterinários apontaram diversas causas para o êxodo rural, como o desfalque de mão de obra, custos de produção com insumos muito caros, dependência de infraestrutura, migração dos filhos de produtores do campo para a cidade, uma vez que os jovens crescem acreditando que a renda oriunda do leite não é viável, além da falta de tecnificação e planejamento.

Os administradores concordaram que são necessárias novas ações para que o leite se mantenha rentável, com alimentos alternativos, planejamento forrageiro, palestras, cursos e campanhas online.

O prefeito Mano defendeu a necessidade de melhorias no setor da bovinocultura de leite, desde a procura por alimentos que tenham eficiência nutricional, assim como o milho e outros subsídios já fornecidos pelo Governo Municipal.

No caso do milho, Mano disse que é preciso pensar em variedades resistentes e melhoradas para este setor.

O gestor mencionou que é preciso analisar também a possibilidade de melhorar o programa de incentivo à cama de aviário, criar novos programas, assim como rever as patrulhas rurais uma vez que conforme o consenso da maioria dos participantes, os produtores também devem se sentir estimulados a buscar o associativismo.

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Agricultura

Estiagem, pragas e geada reduzem expectativa de safra de grãos no Paraná

Divulgação

A conjunção de fenômenos como estiagem em momentos cruciais de algumas das principais culturas agrícolas paranaenses, as fortes geadas ocorridas no final de junho e meados de julho e a agressividade de algumas pragas levaram à redução na estimativa da safra de grãos 2020/2021.

Relatório divulgado nesta quinta-feira pelo Deral, o Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, aponta que vão ser produzidas 34 milhões e 400 mil toneladas em 10 milhões e 400 mil hectares.

O volume é 16% menor que de 2019/2020, ainda que a área seja 4% maior.

O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, afirmou que é um quadro bastante complicado, mas realista.

Como era de se esperar, reposicionando fortemente para baixo a estimativa global……….

 

O chefe do Deral, Salatiel Turra, salientou, sobretudo, a redução verificada na produção de milho em comparação com o previsto inicialmente, entretanto, apesar desse cenário pessimista há preços interessantes para os produtores…

 

O analista do Deral, Edmar Gervásio, disse que em comparação com a estimativa inicial, já tem como certa a perda de 58% da produção, em termos de volume, é o maior da história do Paraná, e pode ser também o maior em termos percentuais. …

 

Com menos produção, o preço ao produtor está superando 90 reais a saca neste mês, o que aumenta os custos para empresas de frango e suíno.

A segunda safra da cultura do feijão no Paraná teve a colheita finalizada este mês, e 92% já está comercializada.

De acordo com o agrônomo Carlos Alberto Salvador, a geada praticamente não comprometeu a cultura…..

 

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Agricultura

Bovinocultura leiteira é impactada pelo elevado custo de produção

Divulgação

Em todas as atividades agropecuárias há vários fatores que deixam os produtores em alerta, incluindo os elevados custos de produção e o reduzido poder aquisitivo da população.

Problemas climáticos também impactam muito o agronegócio, uma vez que quebras acentuadas na produção de grãos acarretam em aumento no custo de produção para a pecuária.

A estiagem e depois a incidência de geadas reduziram sobremaneira a desempenho produtivo das lavouras de milho segunda safra, o que passa a ser sentido no custo para a alimentação animal.

Quem está sentindo diretamente os efeitos das condições climáticas adversas é a bovinocultura leiteira, a qual tem no milho e soja os principais componentes para o trato das vacas.

Na condição de pecuarista leiteiro, o presidente do Sindicato Rural de Marechal Cândido Rondon, Edio Chapla, revela o momento de incertezas que vive a atividade….

 

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Agricultura

Safra de grãos será de 34,4 milhões de toneladas, aponta boletim da Agricultura

Gilson Abreu/AEN

A projeção para a safra 2020/21, no novo relatório do Deral, é de 34,4 milhões de toneladas, redução de 16% em relação às 41,2 milhões de toneladas da safra anterior.

 

A conjunção de fenômenos como estiagem em momentos cruciais de algumas das principais culturas agrícolas paranaenses, as fortes geadas ocorridas no final de junho e meados de julho e a agressividade de algumas pragas levaram à redução na estimativa da safra de grãos 2020/21.

relatório divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, aponta que serão produzidas 34,4 milhões de toneladas em 10,4 milhões de hectares. O volume é 16% menor que os 41,2 milhões de toneladas de 2019/20, ainda que a área seja 4% maior.

“É um quadro bastante complicado, mas realista. Como era de se esperar, reposicionamos fortemente para baixo a nossa estimativa global”, disse o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. Isso decorre, particularmente, da perda substancial no milho safrinha e no feijão de segunda safra.

“Fazemos agricultura como atividade biológica a céu aberto, sem muita proteção e este ano, particularmente, agravado pelo fato de termos plantado a safrinha de milho fora do melhor prazo recomendado pela ciência, pela pesquisa e pelo zoneamento agrícola”, disse. “Mas nos próximos 40 dias vamos iniciar a semeadura da safra de primavera/verão 2021/22 tentando refazer a vida, a renda, enfim refazer as possibilidades de obter recursos através da produção”.

O chefe do Deral, Salatiel Turra, salientou, sobretudo, a redução verificada na produção de milho em comparação com o previsto inicialmente. “Essa cultura atravessou diversas adversidades climáticas como estiagem, pragas e baixas temperaturas”, afirmou. “Entretanto, apesar desse cenário pessimista temos preços bastante interessantes para os produtores, um aumento em torno de 124% quando comparado com o mesmo período do ano passado”.

MILHO – Em comparação com a estimativa inicial de se produzir 14,6 milhões de toneladas, já se tem como certa a perda de 8,5 milhões, o que representa 58% da produção. “Em termos de volume, é o maior da história do Paraná, e pode ser também o maior em termos percentuais”, disse o analista do Deral, Edmar Gervásio.

Segundo ele, esse volume equivale à perda de três primeiras safras de milho no Paraná, que tem produção normal em torno de 3 milhões de toneladas. Com menos produção, o preço ao produtor está superando R$ 90 a saca neste mês, o que aumenta os custos para empresas de frango e suíno.

Além disso, a importação de milho da Argentina começa a crescer. “Não é algo comum”, comentou Gervásio. Por ter sido plantada mais tarde, a cultura enfrentou seca, o que foi fundamental para os prejuízos. As geadas desta semana ainda não foram contabilizadas, o que pode reduzir ainda mais as expectativas. “Para o milho, a tempestade foi perfeita, com estiagem, geada e a praga do enfezamento em uma única safra e em intensidade grande”, disse.

FEIJÃO – A segunda safra da cultura no Paraná teve a colheita finalizada este mês, e 92% já está comercializada. De acordo com o agrônomo Carlos Alberto Salvador, a geada praticamente não comprometeu a cultura. “O problema foi a estiagem”, afirmou. E ela acarretou grande prejuízo.

Os produtores retiraram do solo 282,3 mil toneladas de feijão, o que representa redução de 48% em relação ao previsto inicialmente. A falta de chuva provocou a perda de 257 mil toneladas. “É uma das maiores na história do Paraná”, disse Salvador. De uma média de 30 sacas por hectare, o produtor colheu este ano apenas 18 sacas por hectare.

CAFÉ – A produção do café no Paraná continua com a estimativa em torno de 870 mil sacas – 10% a menos que no ano passado, resultado da estiagem e de uma pequena redução na área. Neste momento, já estão colhidos 55% da área, que é um ritmo mais próximo do normal no Estado e não o que aconteceu ano passado quando, neste período, estava em 81%.

Os cafeicultores já comercializaram 8,5% do total da safra. Mas, de acordo com o economista Paulo Sérgio Franzini, deve ter uma aceleração maior a partir de agora, em razão de os preços, em algumas localidades, terem ultrapassado R$ 1 mil a saca, tendência que se observou desde dezembro do ano passado, e se intensificou com as geadas de agora.

“Isso é histórico e está mexendo como o mercado”, disse Franzini. Segundo ele, as geadas eram mais frequentes no Paraná e São Paulo, que são locais com menos expressividade produtiva. No entanto, em razão de o fenômeno ter atingido Minas Gerais em meados de julho, impactou muito no preço. “O mercado deu uma recuperada e o produtor precisava disso”, disse.

A geada do final de junho pegou a região Central e Norte do Paraná e a de meados de julho atingiu o Norte Pioneiro. “Talvez a metade da área de café do Estado teve influência da geada do ponto de vista visual”, disse o economista. “Mas isso vai impactar para o ano que vem”.

SOJA – A produção de soja fechou em 19,8 milhões de toneladas na safra 2020/21. Isso representa queda de 4% em relação às primeiras previsões e se deve à seca, que obrigou ao atraso no plantio.

Em relação à comercialização, o volume alcançou 81%. “São quase um milhão de toneladas a menos em produção, mas os preços acabam compensando”, salientou o economista Marcelo Garrido. “Das grandes culturas do Paraná, é uma das menos afetadas”.

TRIGO – O agrônomo Carlos Hugo Godinho destacou que a cultura do trigo deve ter aumento de 5% na área plantada, ficando em 1,19 milhão de hectares. Segundo ele, as geadas influenciaram na qualidade das lavouras. Antes estavam com 5% em condições médias e 95%, boas. Agora, 2% aparecem como ruins, 8% médias e 90% boas.

“É um percentual bom, mas não leva em conta a geada desta quinta-feira (29), portanto, o próximo levantamento pode apontar perda maior”, disse Godinho. Segundo ele, 27% das lavouras entraram agora na fase suscetível a geadas, enquanto 73% ainda vão entrar. “Então, qualquer geada tardia pode ter alguma influência negativa também na produção”, afirmou.

CEVADA – A área semeada de cevada no Paraná é de 77 mil hectares. Isso representa aumento de 21% em relação à safra anterior. A região de Guarapuava é a maior produtora, responsável por 60% do total. “As condições são boas, tivemos duas geadas que queimaram um pouco as plantas, mas ainda não dá para dimensionar perdas”, disse o agrônomo Rogério Nogueira.

Em Ponta Grossa, a cultura também se desenvolve bem. “As geadas afetaram um pouco em áreas mais baixas, onde 5% estão em fase de floração, mas ainda sem estimativas”, afirmou Nogueira. A expectativa é que a produtividade aumente em 30%, com produção de 354 mil toneladas. Cerca de 30% já está comercializada.

BOLETIM AGROPECUÁRIO – Além da divulgação do relatório de estimativa de safra, o Deral também publicou o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária. O documento aprofunda a análise das principais culturas e também traz informações sobre a goiaba, ovinocultura, cebola e apicultura.

 

Fonte: AEN

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