Mulher é espancada, mantida em cárcere por 12 horas e quase sufocada pelo companheiro em Mercedes
Uma mulher foi vítima de agressões brutais cometidas pelo próprio companheiro no último fim de semana no município de Mercedes. Ela foi espancada na rua, arrastada para dentro de casa, mantida em cárcere privado por cerca de 12 horas sob ameaças de morte e quase morreu sufocada. O caso gerou mobilização do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e da Polícia Militar no final da tarde de domingo (28).
De acordo com o relatório policial, o casal foi até uma tabacaria na cidade vizinha de Marechal Cândido Rondon no sábado (27). Na madrugada de domingo (28), por volta das 03h, os dois retornavam para Mercedes quando o homem desferiu um soco contra a companheira ainda dentro do carro.
Ao desembarcarem em frente à residência do casal, a violência continuou. O homem a empurrou com força no chão e passou a desferir diversos chutes contra ela em via pública.
Após as agressões na rua, o autor arrastou a vítima para o interior do apartamento deles. No local, ele iniciou uma sessão de tortura psicológica e física, afirmando repetidamente que iria matá-la e que ela "somente sairia do local morta". Em determinado momento, o homem subiu em cima do corpo da vítima e tentou sufocá-la, apertando seu pescoço.
A mulher ficou presa sob o poder do agressor por metade do dia. Ela só conseguiu escapar e deixar o imóvel por volta das 15h de domingo, quando correu para buscar ajuda na casa da mãe do próprio autor. Uma ambulância do município foi acionada imediatamente e removeu a vítima para a unidade de saúde local.
A Polícia Militar foi acionada pelos profissionais do CREAS e deslocou-se até o posto de saúde para colher o depoimento da mulher. No local, a equipe constatou a gravidade das agressões.
A vítima apresentava diversas escoriações na testa, além de um intenso edema e equimose no olho esquerdo. O olho estava completamente inchado e fechado, comprometendo a visão da paciente. Por relatar dores muito fortes na cabeça, ela precisou ser transferida de urgência para Marechal Cândido Rondon para realizar um exame de tomografia computadorizada.
Diante da situação de flagrante, os policiais militares foram até o apartamento do casal. A porta do imóvel estava apenas encostada e o interior foi vistoriado, mas o agressor já havia fugido.
Na sequência, a equipe foi até a casa dos pais do suspeito. A mãe dele informou aos policiais que o filho não apareceu no local durante todo o dia e que seu paradeiro era desconhecido. O boletim de ocorrência foi confeccionado e encaminhado para a Polícia Civil, que assumiu as investigações e a busca pelo autor do crime.
Com informações de Boletim da Polícia Militar


