Policial civil preso por tráfico é investigado por patrimônio milionário em Foz do Iguaçu
Um policial civil de Foz do Iguaçu é investigado por suspeita de envolvimento com organização criminosa e lavagem de dinheiro. O agente foi alvo de uma operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na manhã desta terça-feira (28).
A investigação aponta que o policial teria construído um patrimônio considerado incompatível com a renda declarada e usado terceiros para ocultar bens de origem supostamente ilícita. A suspeita é de que os recursos também tenham sido movimentados em negociações imobiliárias.
Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Foz do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu. Os investigadores apreenderam celulares, documentos, dinheiro em espécie e outros materiais que podem ajudar a esclarecer o esquema.
Também foram encontrados artigos de luxo, como um piano de cauda, uma guitarra, um violão e bolsas de grife. Segundo o Gaeco, os objetos teriam relação com as atividades investigadas e foram apreendidos.
A Justiça determinou ainda o sequestro e a indisponibilidade de 11 imóveis de alto padrão, avaliados em aproximadamente R$ 2,28 milhões. Outros R$ 6,52 milhões em valores e ativos financeiros também foram bloqueados.
A investigação começou em outubro de 2024, depois que o policial civil foi preso por tráfico de drogas em Cascavel. A partir da prisão, as diligências passaram a apurar a possível origem do patrimônio e a movimentação de bens e valores.
O policial permanece preso, mas a detenção ocorreu por causa de outros fatos que já eram investigados anteriormente.


