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Sentença aponta que chefe e “braço direito” de esquema do PCC moram em Toledo

Sentença aponta que chefe e “braço direito” de esquema do PCC moram em Toledo
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O chefe de um esquema de tráfico ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e o homem apontado como seu “braço direito” moram em Toledo, segundo sentença da Justiça de Curitiba (PR). O chefe está preso; o “braço direito” foi condenado e está foragido.

A decisão, da 3ª Vara Criminal do Foro Central de Curitiba, foi revelada nesta terça-feira(22) pelo portal CGN, de Cascavel, que teve acesso ao documento. O processo é um desmembramento de uma ação penal maior, aberta após denúncia anônima ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em que 18 pessoas foram denunciadas por suposta ligação com a facção.

A pena do “braço direito” é de 10 anos, 2 meses e 5 dias de prisão em regime fechado pelos crimes de organização criminosa e associação para o tráfico de drogas. De acordo com a sentença, ele funcionava como uma espécie de “faz-tudo” do coordenador, que mesmo preso mantinha influência sobre o grupo, e chegou a conduzir o ritual de entrada de um novo integrante na facção. Ele ficou foragido durante todo o processo; a juíza manteve a prisão preventiva e determinou a expedição de novo mandado de prisão. Cabe recurso.

Serlu Tur

Depósito em Cascavel, droga também em Toledo

A mesma investigação identificou outro núcleo, que armazenava e distribuía droga entre Cascavel e Toledo. Segundo a decisão, um dos investigados tinha duas casas em Cascavel: uma servia de moradia e a outra era usada apenas para guardar entorpecentes. Parte da droga era comprada de outro núcleo do esquema e parte chegava do Paraguai, por meio de um fornecedor diferente.

Esse investigado distribuía maconha junto com um homem que morava em Toledo, onde parte da droga também ficava escondida. Conforme o processo, a esposa do dono das casas cuidava da movimentação bancária e recebia os pagamentos das vendas na região, enquanto um vizinho do casal fazia a segurança do imóvel usado como depósito.

A sentença cita ainda depósitos ligados ao esquema feitos em Toledo e repasses do grupo de Cascavel a uma mulher em Curitiba, apontada como responsável pelo controle financeiro de outro núcleo. Para dificultar o rastreamento, o dinheiro circulava em depósitos fracionados em contas de terceiros.

A condenação do “braço direito” é, até o momento, a única confirmada por sentença nesse desmembramento. A situação dos demais investigados citados no núcleo entre Cascavel e Toledo não foi analisada na decisão, e os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

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