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Órgãos ambientais do Paraguai impõem barreiras e ameaçam impedir o maior torneio de pesca esportiva ao tucunaré do mundo

Órgãos ambientais do Paraguai impõem barreiras e ameaçam impedir o maior torneio de pesca esportiva ao tucunaré do mundo
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O que deveria ser a celebração do maior torneio de pesca esportiva ao tucunaré do mundo, tornou-se um impasse diplomático nas águas do Lago de Itaipu. Pescadores do Mercosul denunciam que entidades ambientais do Paraguai estão barrando a passagem de embarcações que se deslocam para o XIII Torneio de Pesca Esportiva ao Tucunaré, a ser realizado em Santa Helena durante o feriado do Trabalhador.

Segundo os participantes, embora a Marinha Paraguaia não tenha imposto restrições de navegação, órgãos ambientais vizinhos estariam exigindo valores exorbitantes para liberar o trânsito dos competidores.

O festival, que já se consagrou como uma referência nacional, atrai pescadores de todo o país e de países vizinhos, contando com mais de 400 barcos inscritos e uma premiação que chega a meio milhão de reais.

A organização garante que o evento acontece estritamente em áreas liberadas e segue protocolos rígidos de preservação: todos os peixes são pesados, medidos e devolvidos ao habitat imediatamente, com monitoramento por câmeras especiais para garantir o impacto zero ao meio ambiente.

A imposição de taxas elevadas de última hora por parte das autoridades paraguaias é vista como uma ameaça ao turismo regional e à integração do Mercosul.

O evento é o maior torneio de pesca esportiva do Brasil e conta com a participação de mais de 400 embarcações e o bloqueio financeiro e burocrático imposto pelo país vizinho atinge diretamente competidores que utilizam as águas internacionais para acessar a arena da competição, impactando o turismo e a economia da região litorânea do Lago de Itaipu.

O impasse ocorre especialmente na região de Porto Índio, onde pescadores relatam que, apesar de possuírem o registro "Rol" (documento de logística), órgãos ambientais paraguaios estão exigindo o pagamento de taxas elevadas sob a ameaça de apreensão imediata das embarcações que navegarem pelas "bocas" (canais de acesso).

A situação cria um contraste regulatório crítico. Enquanto no lado brasileiro a pesca esportiva no sistema "pesque e solte" é permitida e incentivada, o MADES (Ministério do Meio Ambiente do Paraguai) tem endurecido a fiscalização durante o período do torneio.

Segundo as mensagens que o Jornal Correio do Lago teve acesso, o comando paraguaio evitou conceder autorizações formais para não gerar "inconvenientes" legais às autoridades locais, deixando os pescadores do Mercosul em uma zona de insegurança jurídica.

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