Policial Militar que atua em Nova Santa Rosa é preso suspeito de sequestro relâmpago
Um policial militar que atua em Nova Santa Rosa foi preso em flagrante suspeito de participação em um sequestro relâmpago em Cascavel, no Oeste do Paraná. O caso ganhou repercussão após a confirmação de que o agente, apesar de pertencer ao 19º Batalhão da Polícia Militar de Toledo, está trabalhando há pouco tempo no município Jóia do Oeste.
A situação aconteceu na terça-feira (21), durante o dia, quando um homem de 33 anos foi abordado e colocado à força dentro de um veículo. A vítima foi mantida sob ameaça e liberada pouco tempo depois, nas proximidades da própria casa, sem ferimentos.
Além do policial, outros dois suspeitos — um empresário e um advogado — também foram detidos. O policial foi liberado após pagamento de fiança de R$ 3 mil. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a situação dos demais envolvidos.
De acordo com a Polícia Militar, uma testemunha presenciou a abordagem e acionou o 190, repassando as características do carro utilizado. Com base nas informações, as equipes localizaram os suspeitos e realizaram as prisões em flagrante.
Em relato às autoridades, a vítima afirmou que foi ameaçada com uma arma e obrigada a entrar no veículo. Segundo ele, a motivação estaria ligada a um desacordo envolvendo uma carga de produtos vindos do Paraguai, avaliada em cerca de R$ 400 mil. A suspeita é de que o proprietário da mercadoria tenha contratado o policial para fazer a cobrança.
Na delegacia, o agente confirmou que participou da abordagem, mas negou ameaças ou agressões. Ele estava na ativa e portava uma arma de fogo particular, devidamente registrada, além de munições e um espargidor. Os itens foram apreendidos, e o veículo utilizado também foi alvo de diligências.
A reportagem do Portal Nova Santa Rosa apurou que o policial é novo na equipe que atua no município. A equipe também entrou em contato com a comandante do Destacamento de Nova Santa Rosa, sub-tenente Pruinelli, mas não houve posicionamento até o momento.
Em nota, a Polícia Militar informou que instaurou procedimento administrativo para apurar a conduta do agente. A Polícia Civil segue investigando o caso.



