Trave de futebol cai e mata criança de 3 anos durante atividade recreativa em escola, no Paraná
Sofia Aparecida Iaciuk, menina de 3 anos de idade, morreu após ser atingida por uma trave de futebol em uma escola particular de Prudentópolis, na região central do Paraná.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente aconteceu por volta das 16h20 de quinta-feira (16), durante uma atividade recreativa na quadra descoberta da escola. A trave tombou sobre a menina após outras crianças se pendurarem no equipamento, conforme as primeiras informações repassadas à corporação.
Os bombeiros explicaram que a trave atingiu a cabeça da vítima, que entrou em parada cardiorrespiratória. Socorristas passaram uma hora tentando reanimá-la, mas ela não resistiu.
A Polícia Científica fez uma perícia no local e o caso está sendo investigado pela Polícia Civil (PC-PR).
O g1 entrou em contato com a escola, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem.
Em nota, a Secretaria Municipal de Esportes e Recreação lamentou o caso e adiou as finais dos Jogos Escolares do Paraná que seriam nesta sexta-feira (17) para a próxima quarta (22).
Sofia Aparecida Iaciuk será velada na Capela São José. O sepultamento dela será neste sábado (18) no cemitério São Josafat, em horário a definir.
Em fevereiro, região teve morte semelhante
Há pouco mais de dois meses, um caso semelhante foi registrado na região central do Paraná, na rede pública de educação. Em 9 de fevereiro, um menino de 7 anos morreu após uma trave de futebol cair sobre a cabeça dele em uma escola municipal de Marquinho, que fica a cerca de 180 km de Prudentópolis.
À época, a Prefeitura de Marquinho informou que a criança estava com a turma realizando atividades na quadra de esportes quando se pendurou na trave, que tombou sobre ele.
O aluno foi socorrido inconsciente e com hemorragia. Ele foi levado à unidade de saúde que fica ao lado da quadra esportiva, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Projetos de lei paranaenses pedem fixação permanente de traves
Tramitam na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) dois projetos de lei que estabelecem medidas obrigatórias de segurança para a instalação, fixação e manutenção de traves de futebol e futsal em todo o estado. As propostas foram apresentadas, respectivamente, em fevereiro e março deste ano, pelo deputado Gilson de Souza (PL) e pela deputada Cristina Silvestri (PP).
Os dois projetos estão em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ambos determinam que as traves utilizadas em campos e quadras esportivas, tanto em espaços públicos quanto privados de uso coletivo, deverão atender a requisitos mínimos de segurança, como fixação permanente ao solo por meio de base estrutural ou sistemas de ancoragem que garantam estabilidade.
Nos casos em que a fixação permanente não for possível, como em quadras com piso especial ou removível, a proposta estabelece o uso obrigatório de sistemas de contrapeso capazes de evitar deslocamentos ou tombamentos.
A manutenção preventiva periódica e a inspeção técnica semestral, realizada por profissional habilitado, com emissão de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou documento equivalente, também estão previstas no projeto.
Não há data para as propostas chegarem ao plenário da Alep.



